Roberto Pisani Marinho (1904–2003) foi um jornalista, empresário e magnata da comunicação brasileiro. Fundador das Organizações Globo, construiu o maior grupo de mídia da América Latina e exerceu grande influência sobre o jornalismo, a cultura e a política do país ao longo do século XX.
Trajetória e formação do império
Filho do jornalista Irineu Marinho, herdou o jornal O Globo após a morte do pai. Sob sua direção, diversificou os negócios, lançando a Rádio Globo (1944), canais de TV e editoras. Em 1965, fundou a TV Globo, que logo se tornou líder nacional. O contrato inicial com o grupo norte-americano Time-Life forneceu recursos e tecnologia que impulsionaram o “Padrão Globo de Qualidade”, consolidando o conglomerado multimídia.
Influência e controvérsias
Marinho manteve relações estreitas com governos brasileiros, inclusive durante o regime militar (1964–1985). Sua atuação gerou debates sobre concentração de mídia e imparcialidade jornalística, mas também sobre modernização e profissionalização do setor. Na década de 1980, o grupo controlava rádio, jornal, revistas e TV, com mais de 15 mil funcionários.
Mecenato e cultura
Além da comunicação, foi notável mecenas das artes. Colecionou mais de mil obras modernistas e criou a Fundação Roberto Marinho (1977), responsável por projetos como o restauro do Cristo Redentor e o Museu da Língua Portuguesa. Também apoiou a música clássica e o teatro, sendo eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1993.
Legado
Até sua morte, Marinho simbolizou o poder da mídia na formação da opinião pública brasileira. Deixou a sucessão a seus filhos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, que mantêm o Grupo Globo como uma das principais forças de comunicação e cultura no país.
