Jornalismo

Samuel Wainer

Samuel Wainer (1912–1980) foi um jornalista e editor brasileiro, fundador do jornal Última Hora, um dos veículos mais influentes da imprensa nacional durante o governo Getúlio Vargas. Figura polêmica, destacou-se por romper com a neutralidade jornalística da época e por sua militância em defesa do trabalhismo e da democracia social.

Início e carreira

Filho de imigrantes judeus da Bessarábia (atual Moldávia), Wainer iniciou sua trajetória no jornal Diário de Notícias em 1930. Criou em 1938 a revista Diretrizes, de linha antifascista, que foi fechada durante o Estado Novo. Após a Segunda Guerra Mundial, aproximou-se de Vargas e obteve grande prestígio ao publicar, em 1949, a famosa entrevista em que o ex-presidente anunciava sua volta à política.

"Última Hora" e controvérsias

Com apoio financeiro do governo Vargas, fundou Última Hora em 1951, jornal inovador no uso de fotos, linguagem popular e foco no cotidiano urbano. Tornou-se o principal porta-voz do trabalhismo, apoiando Vargas e João Goulart. Foi acusado por adversários, como Carlos Lacerda, de receber benefícios públicos. Sofreu uma Comissão Parlamentar de Inquérito, chegou a ser condenado e se exilou após o golpe de 1964.

Legado

Wainer marcou o jornalismo brasileiro pela ousadia editorial e pelo engajamento político. Sua trajetória é vista como símbolo da imprensa de opinião do século XX. Seu livro de memórias, Minha Razão de Viver, tornou-se leitura clássica nas faculdades de comunicação. Sua biografia foi revisitada em 2020 pela jornalista Karla Monteiro no livro Samuel Wainer: o homem que estava lá .

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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