Sandra Moreyra (1954–2015) foi uma jornalista e repórter brasileira reconhecida pela longa trajetória na televisão e pelo estilo humanizado de narrar fatos. Trabalhou principalmente na TV Globo e na GloboNews, marcando presença em coberturas históricas e séries especiais.
Início e trajetória
Sandra Maria Moreyra iniciou-se no Jornal do Brasil, onde publicou sua primeira matéria sobre o incêndio no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1984, ingressou na TV Globo em Minas Gerais e logo destacou-se por sua cobertura da doença e morte de Tancredo Neves. Atuou no “RJTV”, “Jornal Nacional”, “Globo Repórter” e “Bom Dia Brasil”, sempre com foco em pautas de impacto social e cultural.
Reportagens marcantes
Entre as coberturas mais lembradas estão o acidente com o Césio-137 em Goiânia (1987), o naufrágio do Bateau Mouche (1988) e a chacina de Vigário Geral (1993). Seu trabalho combinava rigor factual com sensibilidade narrativa, tornando-se referência para gerações de repórteres.
Outras atividades e legado
Na GloboNews, atuou como editora e apresentadora do programa Espaço Aberto Literatura. Também criou quadros de gastronomia no “Bom Dia Brasil” e participou de séries comemorativas, como 1808 – A Corte no Brasil e Memórias de uma Cidade. Recebeu admiração por sua ética e entusiasmo profissional.
Diagnosticada com câncer em 2008, lutou contra a doença até 2015. Sua morte foi amplamente lamentada por colegas e admiradores, consolidando sua imagem como uma das grandes repórteres do telejornalismo brasileiro.
