Sérgio de Oliveira Cabral Santos (1937–2024) foi jornalista, escritor, compositor e pesquisador da música popular brasileira. Figura central da cultura carioca, destacou-se por sua contribuição à divulgação do samba e pela atuação política como vereador do Rio de Janeiro.
Carreira jornalística
Cabral iniciou-se no Diário da Noite em 1957 e, no início dos anos 1960, tornou-se conhecido pelo trabalho no Jornal do Brasil, onde promoveu pioneiramente o samba nas páginas culturais. Foi também um dos fundadores do semanário de humor e resistência política O Pasquim, preso durante a ditadura militar por sua atuação crítica. Escreveu ainda a coluna “Papo de Esquina” em O Globo, misturando futebol, carnaval e cotidiano com humor e ironia .
Contribuição à música brasileira
Pesquisador e biógrafo de ícones como Pixinguinha, Tom Jobim, Nara Leão e Elizeth Cardoso, Cabral publicou mais de 20 livros sobre música popular. Produziu discos e shows de artistas como Martinho da Vila e Dona Ivone Lara, e compôs sambas como “Os Meninos da Mangueira”. Seu trabalho tornou-se referência no estudo das escolas de samba e da história do carnaval .
Vida pública e legado
Eleito vereador do Rio por três mandatos (1983–1993), foi depois conselheiro do Tribunal de Contas do Município. Admirado por sua simpatia e erudição, foi descrito como “o jornalista que deu voz ao samba”. Sofria de Mal de Alzheimer e morreu aos 87 anos por complicações pulmonares. Sua morte foi amplamente lamentada por músicos, jornalistas e escolas de samba, que reconheceram seu papel na valorização da cultura popular brasileira .
