Sérgio Cardoso (1925–1972) foi um ator brasileiro de teatro e televisão, considerado um dos intérpretes mais talentosos de sua geração. Marcou época na teledramaturgia nacional, especialmente por papéis de destaque em novelas da TV Tupi e da TV Globo, além de ter deixado forte legado nos palcos paulistas.
Teatro e formação
Inicialmente voltado à diplomacia, Cardoso encontrou no Teatro Universitário do Rio de Janeiro sua verdadeira vocação. Em 1948, estreou interpretando “Hamlet”, de William Shakespeare, desempenho que o projetou nacionalmente. No ano seguinte, fundou com Nydia Lícia o grupo Teatro dos Doze, embrião de um circuito profissional de grande relevância. Atuou no Teatro Brasileiro de Comédia, integrando uma geração de ouro ao lado de Cacilda Becker, Fernanda Montenegro e Paulo Autran.
Televisão e popularidade
A consagração veio nas décadas de 1960 e 1970, quando levou sua presença cênica ao vídeo. Na Tupi, estrelou “Antônio Maria” (1968); na Globo, destacou-se em “A Cabana do Pai Tomás” (1969), “Pigmalião 70” (1970) e “O Primeiro Amor” (1972). Morreu aos 47 anos, vítima de infarto, quando protagonizava esta última novela — sendo substituído por Leonardo Villar.
Lenda urbana e legado
Sua morte repentina gerou comoção e deu origem a uma das mais persistentes lendas da cultura popular: a suspeita, jamais comprovada, de que teria sido enterrado vivo por sofrer catalepsia — rumor desmentido por familiares e médicos. Em São Paulo, o teatro fundado por ele e Nydia Lícia permanece ativo e leva seu nome. Em 2025, a biografia Sérgio Cardoso: Ser e Não Ser, de Jamil Dias, foi lançada pelas Edições Sesc São Paulo, reafirmando sua importância para a história do teatro e da televisão brasileiros.
