Sérgio Marcus Rangel Porto (1923–1968) foi um cronista, jornalista, escritor, radialista e compositor brasileiro, célebre por seu humor mordaz sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Sua crítica social e política marcou a imprensa das décadas de 1950 e 1960 e influenciou gerações de humoristas e cronistas brasileiros.
Carreira e estilo
Sérgio Porto iniciou-se no jornalismo no fim da década de 1940, escrevendo para Diário Carioca, Tribuna da Imprensa e Última Hora. O pseudônimo Stanislaw Ponte Preta surgiu em 1951, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade. Sob esse nome, Porto cultivou um estilo irônico e satírico, que transitava entre a crítica social e o nonsense. Produziu textos e roteiros para rádio, TV, teatro e cinema, tornando-se uma figura central da crônica urbana carioca.
Humor e crítica política
Seu projeto mais emblemático foi o Festival de Besteiras que Assola o País (FEBEAPÁ), série de crônicas que ridicularizava o moralismo e a censura do regime militar brasileiro. O FEBEAPÁ tornou-se sinônimo de resistência bem-humorada, revelando absurdos do cotidiano político da época. Porto também criou o concurso “As Certinhas do Lalau” e compôs o “Samba do Crioulo Doido”, sátira musical sobre o revisionismo histórico.
Legado
Apesar de sua morte precoce por infarto, aos 45 anos, Sérgio Porto deixou 14 livros e vasto legado cultural. Sua obra inspirou humoristas e publicações como O Pasquim. Considerado um revolucionário da linguagem jornalística, Porto permanece símbolo do humor crítico que expõe os vícios e contradições da sociedade brasileira.
