Sérgio Viotti (1927–2009) foi um ator, diretor, escritor e crítico brasileiro, conhecido por sua presença marcante em novelas da televisão e por uma carreira multifacetada no teatro e na literatura. Sua voz e elegância o tornaram uma das figuras mais respeitadas das artes cênicas nacionais.
Carreira e formação
Nascido em Higienópolis, São Paulo, Viotti iniciou sua vida artística após uma temporada em Londres, onde trabalhou na BBC como crítico literário, tradutor e produtor de rádio-teatro. No Brasil, foi um dos fundadores da TV Cultura e diretor artístico da Rádio MEC. Nos palcos, estreou profissionalmente em 1961, destacando-se em montagens como O Contato e My Fair Lady, recebendo o Prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. No teatro, consolidou-se com peças de Harold Pinter, Lorca e Shakespeare, além de dirigir e escrever diversas obras próprias.
Televisão e cinema
Viotti estreou na televisão em 1980, na novela Dulcinéa Vai à Guerra (Bandeirantes). Participou de mais de vinte produções televisivas, entre elas Sinhá Moça, Meu Bem, Meu Mal, Xica da Silva, Terra Nostra e Duas Caras. Também atuou em filmes e foi premiado com o Shell de Melhor Ator por A Volta ao Lar (1992).
Escritor e crítico
Além da atuação, foi romancista e biógrafo, autor de E Depois, no Exílio (1968), vencedor do Prêmio Walmap, e da biografia Dulcina – Primeiros Tempos (1991). Trabalhou como crítico de teatro, dança e ópera para veículos como O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, destacando-se pela erudição e sensibilidade analítica.
Vida pessoal e legado
Discreto sobre sua vida privada, viveu por 47 anos com Dorival Carper, com quem dividiu palco e vida. Viotti faleceu em 2009, aos 82 anos, em decorrência de parada cardiorrespiratória. Sua trajetória é lembrada pela elegância, cultura e dedicação às artes brasileiras.
