Severino Dias de Oliveira (1930–2006), conhecido artisticamente como Sivuca, foi um cantor, compositor, arranjador e multi-instrumentista brasileiro. Destacou-se como um dos maiores sanfoneiros do país e um dos músicos mais versáteis da música popular brasileira, misturando forró, choro, jazz, bossa nova e música erudita.
Início e formação
Sivuca começou a tocar sanfona aos nove anos, presente de seu pai, e se apresentou em festas populares no interior paraibano. Aos 15, mudou-se para Recife, onde ingressou na Rádio Clube de Pernambuco e recebeu o apelido artístico dado pelo maestro Nelson Ferreira. Ainda jovem, estudou arranjo e orquestração com o maestro Guerra-Peixe, o que consolidou sua formação musical sofisticada.
Carreira e reconhecimento
A carreira de Sivuca ganhou projeção nacional nos anos 1950, com sucessos como “Adeus Maria Fulô”, em parceria com Humberto Teixeira. Atuou em rádios e na televisão carioca, gravou discos com grandes nomes e excursionou pela Europa com o grupo “Os Brasileiros”. Entre 1964 e 1976, viveu em Nova York, onde trabalhou com artistas como Miriam Makeba e Harry Belafonte. Seu virtuosismo e improvisação o tornaram admirado internacionalmente.
Estilo e legado
Sivuca foi reconhecido por fundir ritmos nordestinos com elementos de jazz e música sinfônica. Seu álbum “Sivuca Sinfônico” (2006) destaca o diálogo entre a sanfona e a orquestra. Casado com a cantora e compositora Glória Gadelha, produziu obras marcantes que celebram a cultura brasileira. Faleceu em 2006, deixando um acervo vasto preservado por sua família.
Impacto cultural
Com seu virtuosismo e alegria contagiante, Sivuca tornou-se um símbolo da inventividade musical nordestina. Sua obra continua a influenciar gerações de instrumentistas e a projetar o som da sanfona no cenário mundial.
