Jornalismo

Tarso de Castro

Tarso de Castro (1941–1991) foi um jornalista brasileiro conhecido por seu estilo irreverente e combativo, figura central da imprensa alternativa durante a ditadura militar. Fundador de O Pasquim, ele marcou época por desafiar a censura e dar voz a uma geração de jornalistas e artistas críticos ao regime.

Jornalismo e legado

Tarso iniciou carreira em O Nacional, jornal de seu pai, Múcio de Castro. No fim dos anos 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro e fundou O Pasquim, ao lado de Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral e outros. A publicação, satírica e politizada, tornou-se símbolo da resistência cultural ao autoritarismo. Mais tarde, criou o suplemento Folhetim na Folha de S.Paulo, ampliando o espaço para crônicas e literatura na imprensa. Seu humor ácido e provocador influenciou gerações de repórteres e articulistas.

Personalidade e controvérsias

Figura boêmia e hedonista, era conhecido por desafiar convenções sociais e por seu comportamento intempestivo. Teve relacionamentos marcantes — entre eles com a atriz americana Candice Bergen e com a atriz Leila Diniz — e mantinha amizade e rivalidades intensas com colegas como Millôr Fernandes e Paulo Francis. Morreu aos 49 anos, vítima de cirrose hepática, após uma vida de excessos e paixão pelo jornalismo.

Homenagens e retratos

Seu legado é celebrado em biografias, documentários e retrospectivas sobre a imprensa alternativa. A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro (2017) resgata sua trajetória pessoal e profissional, enquanto o livro de Tom Cardoso oferece um retrato detalhado de sua genialidade e contradições. Mais de trinta anos após sua morte, Tarso permanece símbolo da liberdade de expressão e da irreverência jornalística no Brasil.

Biografia compilada pelo Mofolândia.

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