Walter D’Ávila (Porto Alegre, 29 de novembro de 1911 – Rio de Janeiro, 19 de abril de 1996) foi um ator e humorista brasileiro. Tornou-se uma das figuras mais populares da comédia nacional entre as décadas de 1940 e 1990, destacando-se em programas de rádio, teatro, cinema e televisão.
Início e carreira no rádio
Walter iniciou a trajetória artística no teatro e estreou no rádio pela Rádio Sociedade Gaúcha. Em 1952, já no Rio de Janeiro, passou a integrar programas humorísticos de grande audiência. O sucesso veio com o personagem “O Sinfrônio” no programa Praça da Alegria, de Manuel de Nóbrega, em que interpretava um homem que lia mal as palavras, gerando trocadilhos e equívocos cômicos.
Consolidação na televisão
A partir de 1957, D’Ávila migrou para a televisão, participando de atrações humorísticas ao lado de nomes como Jô Soares, Renato Corte Real e Chico Anysio. Entre seus trabalhos televisivos mais marcantes estão Feijão Maravilha (1979) e a Escolinha do Professor Raimundo, onde interpretou “Baltazar da Rocha”, um dos tipos mais lembrados de sua carreira.
Cinema e legado
Com mais de 14 filmes e séries no currículo, D’Ávila atuou em produções como O Ébrio (1946), A Família Lero-Lero (1953), Motorista Sem Limites (1970) e O Golpe Mais Louco do Mundo (1978). Sua comicidade simples e popular o tornou referência na cultura televisiva brasileira, influenciando gerações de humoristas.
