Maria José de Macedo (1916–1999), conhecida como Zezé Macedo, foi uma atriz e comediante brasileira. Considerada a “primeira-dama da chanchada”, tornou-se ícone do humor nacional em rádio, cinema e televisão, com mais de 100 filmes e presença marcante em programas de comédia.
Início e trajetória
Zezé estreou no palco aos quatro anos, na peça As Pastorinhas, mas interrompeu a carreira após casar-se jovem. Retornou ao meio artístico depois de perder o filho, iniciando-se no rádio no programa “Lar, Doce Lar” e ingressando no teatro de revista de Walter Pinto. Sua estreia no cinema ocorreu em O Petróleo é Nosso (1954), marcando o início de uma carreira prolífica nas comédias da Atlântida.
Cinema e televisão
No cinema, consolidou-se em clássicos como De Vento em Popa (1957), O Homem do Sputnik (1959) e Macunaíma (1969). Nos anos 1970 e 1980, destacou-se também em produções da pornochanchada e em obras como As Sete Vampiras (1986), pelo qual recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado. Na televisão, foi figura constante em programas de Chico Anysio, especialmente na Escolinha do Professor Raimundo, interpretando Dona Bela e eternizando o bordão “Ele só pensa naquilo!”.
Estilo e legado
Pequena, franzina e de voz peculiar, Zezé transformou suas características físicas em fonte de humor refinado, explorando tipos populares e satíricos. Também publicou quatro livros de poemas, entre eles Coração Profano (1954). É lembrada como uma das maiores comediantes do Brasil, reverenciada por colegas como Oscarito, Grande Otelo e Ivan Cardoso.
Vida pessoal e morte
Casou-se duas vezes, sendo o segundo marido o ator e cantor Victor Zambito, com quem viveu até sua morte. Zezé faleceu em 1999, aos 83 anos, vítima de hemorragia cerebral, deixando legado duradouro na cultura popular brasileira.
