O Sega CD (no Japão e Europa, Mega-CD) é um acessório de CD-ROM lançado pela Sega em 1991 como expansão do console Mega Drive. Ele adicionava capacidade de leitura de discos, novos processadores e som aprimorado, introduzindo jogos em mídia óptica na quarta geração de videogames.
Desenvolvimento e hardware
Criado em parceria com a JVC, o Mega-CD equipava-se com um processador Motorola 68000 de 12,5 MHz, memória adicional e chip gráfico dedicado para rotação e ampliação de sprites. Além de jogos, reproduzia CDs de áudio e discos gráficos (CD+G). A versão original se conectava sob o Mega Drive; o modelo Sega CD 2 adotou design lateral e custo menor.
Jogos e biblioteca
A principal vantagem era o espaço de armazenamento — cerca de 160 vezes superior ao de um cartucho — permitindo vídeos em movimento (FMV) e trilhas sonoras em qualidade de CD. O catálogo passou de 200 títulos, mesclando produções originais e versões expandidas de jogos do Mega Drive. Destaques incluem Lunar: The Silver Star, Snatcher, Popful Mail e o polêmico Night Trap.
Recepção e legado
Apesar do entusiasmo inicial, o alto preço, a limitada base instalada e o excesso de títulos FMV prejudicaram as vendas. Críticos elogiaram a inovação técnica, mas questionaram a falta de jogos expressivos. O fracasso comercial marcou o início do declínio da divisão de hardware da Sega, que descontinuou o acessório em 1996 para focar no Sega Saturn. Ainda assim, o Sega CD é lembrado como pioneiro na introdução do formato multimídia nos consoles domésticos.

