
Ficha técnica
Sinopse de Cavalo Amarelo
A história completa da novela de 1980.
A irreverente Dulcinéa batalha para manter de pé seu teatro de revista, o Mambembe, cujo imóvel é da tradicional família Maldonado. O patriarca, Salvador Maldonado, homem conservador, governa o clã com mão de ferro, mantendo o controle sobre os negócios e os filhos: Joana, mulher elegante e esnobe, a maior defensora das ideias do Paizão, como os filhos o chamam; Téo, que sempre engoliu calado as ordens do velho; Walter, dominado pela irmã mais velha e o favorito do pai; e Lalucha, a caçula, estudante de cinema, questionadora e contra a caretice da família.
O conservadorismo de Maldonado acaba abalando o casamento de Walter com Belinha, tanto por não conseguirem dar ao velho o tão sonhado neto quanto por Belinha não suportar mais a passividade do marido diante das imposições do sogro. Téo, por sua vez, se vê dividido entre duas mulheres. Há seis anos é noivo de Maria do Carmo, a tímida filha do Dr. Júlio Sampaio, médico e amigo da família. Para não romper o compromisso com Maria do Carmo, o que decepcionaria o pai, Téo simula uma doença que, em crises ocasionais, o faz agir como uma criança.
Téo mente para a família dizendo que faz terapia e que só se casará com a noiva quando estiver curado. Assim, vai adiando o compromisso com Maria do Carmo enquanto namora a geniosa Pepita, sobrinha de Dulcinéa e estrela do Mambembe. Dulcinéa não aprova o namoro, pois vive em atrito com a família Maldonado, que cobra os aluguéis atrasados do teatro, sempre em apuros financeiros. Boca-suja e impulsiva, a empresária está sempre em choque com o velho Maldonado e com a pose de Joana, que não tolera seus modos e sua espontaneidade.
Mas Dulcinéa descobre uma arma capaz de salvar sua casa de shows: uma carta de amor de uma antiga amiga vedete endereçada ao Sr. Maldonado e a revelação de um filho bastardo, o que coloca o velho em maus lençóis. Em troca do silêncio de Dulcinéa, Maldonado perdoa a dívida e ainda empresta dinheiro para melhorar os espetáculos do Mambembe, o que surpreende toda a família. Entretanto, a morte do Sr. Maldonado e a leitura do testamento trazem o segredo à tona: seu filho bastardo é Zeca, um empregado de confiança e braço direito de Maldonado nos negócios.
É quando a família unida começa a ruir, na disputa pela herança e pela divisão dos bens. Perplexo com a revelação de que é filho do patrão, Zeca encontra apoio no amigo Jaci, que trabalha no teatro de Dulcinéa e guarda um segredo: passa-se por homem, mas na verdade é mulher. Para concorrer no mercado de trabalho e sustentar o pai doente e pobre, a jovem assumiu a identidade de um irmão falecido. Tornando-se protegido de Zeca, Jaci não consegue resistir à paixão e sofre em silêncio, sobretudo quando Zeca começa a namorar Sônia, sua prima, dançarina do Mambembe.
- núcleo da empresária DULCINÉA (Dercy Gonçalves), ex-vedete de teatro rebolado, hoje administra a sua própria casa de shows , o Mambembe. Porém, pena para pagar os alugueis atrasados do espaço. Mulher sem papas na língua, desbocada, de modos por vezes grosseiros, fala o que pensa. Contudo tem um bom coração - apesar de seus métodos nem sempre lícitos:
a sobrinha PEPITA (Yoná Magalhães), estrela da companhia, dançarina bela e talentosa, de personalidade forte como a tia, porém um pouco mais educada
o ex-marido BARBOSA (Jorge Dória), sujeito aproveitador que a abandonara há muitos anos. Retorna na segunda metade da trama. Para o seu desespero, pois ela o odeia
os funcionários do teatro: VIRIATO (Rafael de Carvalho), espécie de faz-tudo. Homem simples, tem uma queda pela patroa,
XANDE (Jacques Lagoa), diretor dos espetáculos,
e LAMBARI (Oswaldo Campozana), assistente de Xande
a dançarina IVONETE (Regina Dourado).
- núcleo de SALVADOR MALDONADO (Rodolfo Mayer), velho patriarca da rica família Maldonado. Viúvo há muitos anos, é um homem orgulhoso, conservador, moralista, autoritário e rígido com os filhos, que o veneram e o tratam como PAIZÃO . Guarda em seu escritório a estatueta de um cavalo dourado, que estima e a que atribui seu sucesso nos negócios. Aluga um prédio velho para o Mambembe, mas entra em conflito com Dulcinéa, que vive tentando negociar os alugueis atrasados. Na verdade, Maldonado pretende derrubar o antigo prédio para construir um moderno edifício comercial. Acaba vítima da chantagem de Dulcinéa quando ela descobre que ele tivera um caso no passado com uma vedete, amiga sua. Ela o obriga a perdoar suas dívidas e a, inclusive, investir em seus shows - para a surpresa dos filhos, que estranham a mudança repentina de comportamento do velho. Morre no decorrer da trama e, com a abertura de seu testamento, o segredo sobre um filho bastardo vem à tona
os filhos: JOANA (Márcia de Windsor), a mais velha. Mulher elegante, arrogante e esnobe, está sempre do lado do pai. Solteirona e recalcada, anulou-se para cuidar da família após a morte da mãe. Conservadora como o pai, faz o que pode para manter a paz em casa, o que constantemente gera conflito com os irmãos,
TÉO (Fúlvio Stefanini), trabalha com o pai na empresa da família. Na frente dos familiares, é extremamente sério e responsável. Pelas costas, é um tipo bonachão, gozador e farrista. É noivo, há seis anos, de uma moça amiga da família. Entretanto não a ama, por isso vai empurrando o compromisso, fingindo uma doença psicológica para adiar o casamento. É, na verdade, apaixonado por Pepita, com quem tem uma relação conturbada por causa do gênio intempestivo dos dois. Contudo não tem coragem de assumi-la diante dos parentes, para não decepcionar o pai, de quem morre de medo,
WALTER (Walter Prado), amante de cavalos, passa boa parte do tempo no haras da família. O preferido do pai, é um fraco, incapaz de contestar a autoridade do patriarca,
e LALUCHA (Marta Volpiani), a caçula. Jovem contestadora e rebelde, estudante de Cinema. É contra a caretice de sua família e vive batendo de frente com o pai e a irmã mais velha,
a nora BELINHA (Carmem Monegal), mulher de Walter, mas com o casamento em crise por causa da passividade do marido. É contra o conservadorismo da família Maldonado
seu homem de confiança na empresa ZECA (Kito Junqueira), rapaz trabalhador que cresceu na organização graças à sua honestidade e competência. Após a morte do velho, descobre-se que é seu filho bastardo e que tem direito a parte da herança dividida entre os filhos legítimos
o funcionário PORFÍRIO PADILHA (Guilherme Corrêa), sujeito simpático e esperto, apaixona-se por Dulcinéa e almeja ser sócio dela no Mambembe
o empregado no haras da família, JUCA (Douglas Mazolla).
- núcleo de JACI (Wanda Stefânia), moça que se passa por homem para melhor concorrer no mercado de trabalho e sustentar o pai doente. Para tanto, assume a identidade de um falecido irmão gêmeo. Vai trabalhar como iluminador no Mambembe. Zeca se interessa pelo jeito retraído e reservado do "rapaz" e juntos iniciam uma forte amizade. Contudo nem desconfia que o amigo é uma mulher. Jaci acaba apaixonada por ele:
o pai ROQUE (Aldo César), aposentado, doente, não pode mais trabalhar. O único que sabe que a filha se passa por homem. Desaprova a atitude dela
a prima SÔNIA (Alzira Andrade), que vem do interior e passa a morar em sua casa. Vai trabalhar no Mambembe como dançarina e começa a namorar Zeca - para o desespero de Jaci, que sente ciúmes e tem medo de Sônia descobrir a sua farsa.
- núcleo do DR. JÚLIO SAMPAIO (Newton Prado), médico de Maldonado, amigo da família. Suporta calado os desmandos da mulher megera:
a mulher DEDÉ (Carminha Brandão), fofoqueira, maledicente, arrogante e desagradável. Vive infernizando o marido. É dona de uma rotisseria próxima ao Mambembe
a filha MARIA DO CARMO (Maximira Figueiredo), moça retraída, apagada e religiosa. De poucos atrativos físicos, vive dentro de casa. Noiva de Téo, é enrolada por ele há seis anos
o irmão ALBERTO (Rolando Boldrin), advogado. Apesar de estudado, é um homem simples, morador do campo. Entra em conflito com Joana, pelos temperamentos opostos. Porém acabam apaixonados
a atendente no restaurante de Dona Dedé, ELISA (Etty Fraser), simpática, faceira, adora "gente de teatro"
o empregado na fazenda de Alberto, VITÓRIO (Eduardo Abbas), homem rústico e simplório.




