
Ficha técnica
Sinopse de Esperança
A história completa da novela de 2002.
Em 1931, o mundo enfrenta a recessão provocada pela quebra da Bolsa de Nova York. O cenário de pobreza nos Estados Unidos e na Europa repercute no Brasil, onde os então poderosos barões do café atravessam uma grande crise econômica. Esse quadro é decisivo para a Revolução Constitucionalista de 1932. Nesse contexto político, muitos estrangeiros, fugindo da miséria em seus países, desembarcam no Brasil em busca de uma vida melhor. Italianos, portugueses, espanhóis e judeus trouxeram contribuições culturais sobretudo para o Estado de São Paulo, onde participaram ativamente do processo de industrialização e da formação do movimento operário.
Na Itália, Toni, filho do pianista Genaro, se apaixona por Maria, filha do maior inimigo do pai, o fascista Giuliano. A moça, porém, está prometida ao abastado Martino, e Toni, depois de brigar com o pai, decide tentar a sorte no Brasil. O que ele não imagina é que Maria está esperando um filho seu. Ao chegar à capital paulista, Toni acaba envolvido pela judia Camilli, filha de um rico comerciante. Enquanto luta para sobreviver, conhece os únicos parentes que tem no Brasil: Dona Madalena, lavadeira que tivera um caso com seu tio Giuseppe, e a prima Nina, jovem operária rebelde que vive um romance com o português boa-praça José Manoel, o Murruga.
O velho Genaro, sozinho após a morte da esposa, resolve também vir ao Brasil em busca do filho. Sem o endereço de Toni, hospeda-se na pensão de Dona Mariusa e passa a trabalhar como pianista no requintado bordel da francesa Justine, amante de seu companheiro de quarto, o jovem estudante Marcos. Enquanto isso, na Itália, Maria é obrigada a se casar com Martino, mesmo ele sabendo que o filho que ela carrega é de Toni. Depois da morte do pai, ela acompanha o marido numa viagem ao Brasil e se instala na fazenda dos italianos Vicenzo e Constância, amigos de Farina, um conterrâneo de Martino.
A família de Vicenzo luta contra a resistência de Dona Francisca Mão-de-Ferro, dona da fazenda vizinha, uma viúva que detesta os italianos e não os quer por perto. Mas Francisca não contava que seus filhos, os bem-educados Maurício e Beatriz, fossem se apaixonar pelos rudes filhos dos italianos: Caterina e Marcello. A morte de Martino abre caminho para que Maria reencontre seu grande amor, Toni. Com o filho Martininho, ela primeiro reencontra Genaro, que não lhe traz boas notícias: Toni está casado, com Camilli.
- núcleo de TONI (Reynaldo Gianecchini), jovem escultor italiano de espírito aventureiro. De origem pobre, vive uma história de amor às escondidas, por temor aos pais, inimigos por fatos ocorridos no passado. Parte sozinho para o Brasil onde encontra um novo amor:
os pais: GENARO (Raul Cortez), velho pianista de grande talento, mas de pouca sorte na vida, jamais conseguiu exercer a sua arte plenamente. Seu relacionamento com o filho é difícil: os dois rompem quando Toni decide embarcar para o Brasil. Ao ficar viúvo, parte atrás do filho,
e ROSA (Eva Wilma), boa mãe e esposa, mas vivia às turras com o marido, principalmente por causa do filho. Abençoa Toni quando ele vai embora. Morre ao longo da trama
o tio GIUSEPPE (Walmor Chagas), irmão mais velho de Genaro, anarquista e, depois, comunista. Viveu no Brasil e está de volta, mas doente. Morre às vésperas de Toni partir e lhe revela um segredo: no Brasil, teve uma filha, que só conheceu muito pequena.
- núcleo de MARIA (Priscila Fantin), a paixão de Toni na Itália. Entrega-se a ele mesmo sabendo que seu pai jamais consentiria no namoro. Não tem coragem de fugir com o rapaz e, sem saber que está grávida, opta por esperar que ele volte. É obrigada pelo pai a se casar com outro homem, que aceita seu filho em troca de ela esquecer Toni para sempre. O menino é separado dos avós paternos e Maria é obrigada a jurar que ele é filho do marido:
o pai GIULIANO (Antônio Fagundes), viúvo, fascista convicto, homem de propriedades. Quer para a filha única um casamento que atenda a seus interesses. Quando descobre que ela está grávida, a obriga a se casar com um escolhido seu
o marido MARTINO (José Mayer), italiano abastado, bem mais velho do que ela. Inicialmente rejeitado pela moça, revela-se um marido atencioso e apaixonado, mas também muito ciumento e, por isso mesmo, perigoso. O casal parte para o Brasil e ele acaba assassinado lá
a avó LUIZA (Fernanda Montenegro), sogra de Giuliano, idosa já esclerosada. Detesta o genro e é cúmplice da neta em seu romance com Toni
o filho com Toni, MARTININHO (Thiago Afonso), assumido e batizado por Martino.
- núcleo de CAMILLI (Ana Paula Arósio), brasileira de origem judaica que Toni conhece no Brasil. Educada dentro dos princípios e valores religiosos de sua família. Apaixona-se perdidamente por Toni, com quem acaba se casando. A relação vai mal e ela luta por esse amor:
os pais: EZEQUIEL (Gilbert), judeu egípcio, imigrou para o Brasil com a mulher. Progrediu com seu armarinho, tornando-se um homem rico. Dá emprego a Toni por simpatizar com ele e consente no seu casamento com a filha sob a condição de que ele abandone o catolicismo e abrace sua religião,
e TZIPORA (Eliana Guttmann), judia russa. Intervém para que o marido autorize no casamento da filha com Toni
o pretendente SAMUEL (Paulo Ricardo), da comunidade judaica, apaixonado por ela
o pai de Samuel, JONATHAN (John Herbert), amigo de Ezequiel, judeu muito rico, faz gosto na união do filho com Camilli.
- núcleo de NINA (Maria Fernanda Cândido), órfã de pai, vive em um cortiço com a mãe doente. Trabalha em uma tecelagem, sendo consciente do regime de quase escravidão a que é submetida. Rebela-se contra isso e também contra os assédios do patrão. Quando estoura a Revolução de l932, vai servir como enfermeira no front paulista. Ao longo da trama, descobre que é filha do italiano Giuseppe, tio de Toni:
a mãe MADALENA (Laura Cardoso), lavadeira, vive doente. Não quer morrer antes de ver a filha casada e amparada na vida. No passado, tivera um caso com Giuseppe
os vizinhos no cortiço onde vive: AMADEO (Eduardo Mancini), MÁRIO (Cláudio Mendes), SEBASTIÃO (Sergio Migliaccio) e MAFALDA (Anídia Martins)
a amiga JULIETA (Renata Soffredini), operária da tecelagem com quem trabalhou.
- núcleo de EULÁLIA (Giselle Itié), filha de imigrantes espanhóis. Apaixona-se por Toni quando o conhece, mas não é correspondida. Para ajudar o pai, emprega-se na tecelagem onde trabalha Nina. Vive uma história de amor complicada com o patrão, de quem se torna amante:
os pais: MANOLO (Otávio Augusto), espanhol pobre, chegou ao Brasil ainda moço e trabalha muito para sustentar a família,
e SOLEDAD (Denise Del Vecchio), também espanhola. Dona de casa, costura e lava roupa para fora para ajudar no orçamento doméstico
o amante HUMBERTO (Oscar Magrini), dono da tecelagem onde trabalha. Mulherengo, assedia todas as operárias, apesar de casado. Apaixona-se por Nina, que não se deixa intimidar por ele
a esposa de Humberto, SILVIA (Ligia Cortez), mulher fina. Ressentida das traições do marido.
- núcleo da pensão de DONA MARIUSA (Regina Maria Dourado), nordestina simpática e despachada que aluga quartos para estudantes. Trabalha como se fosse a segunda mãe de todos. É em sua pensão que Genaro se estabelece quando chega ao Brasil. Mariusa inicia um forte laço de amizade com o velho italiano:
a sobrinha ISABELA (Mareliz Rodrigues), moça simpática como a tia, sempre vigiada de perto por ela, por causa dos rapazes pensionistas
os pensionistas: JOSÉ MANOEL (Nuno Lopes), português que chegou ao Brasil ainda menino. Estudante da Politécnica, considera-se brasileiro e detesta o apelido que os companheiros da pensão lhe deram: MURRUGA . Alistou-se para atuar no front da Revolução de 1932, de onde voltou ferido, tratado pela enfermeira Nina, por quem apaixonou-se. Vai lutar para conquistar seu coração,
MARCOS (Chico Carvalho), está terminando o curso de Direito na faculdade do Largo de São Francisco quando é obrigado a abandonar os estudos porque o pai, fazendeiro de café falido, já não tem como ajudá-lo. O mais maduro entre os estudantes, é o apaziguador dos conflitos da pensão,
RAFAEL (Mariz), nordestino, filho de um fazendeiro de cacau da Bahia. Estuda Direito com todas as regalias proporcionadas pelo pai, que quer vê-lo advogado formado. Apesar de bom estudante, é amante da boemia, frequentador dos prostíbulos da região,
e FELIPE (Daniel Lobo), de espírito gozador e brincalhão, parece não levar nada a sério na vida. Estudante de Direito na mesma faculdade de Marcos e Rafael, dá a impressão de que é o único que não se interessa pelos estudos
o funcionário da pensão BRUNO (Cláudio Galvan), interessado em Isabela
a cafetina JUSTINE (Gabriela Duarte), francesa, dona de um bordel. Antigo amor de Marcos, com quem volta a se envolver ao longo da trama. Emprega Genaro, que vai trabalhar como pianista em seu bordel
a prostituta MALU , a RUIVA (Tatianna Monteiro), trabalha no bordel de Justine, amiga dos rapazes da pensão.
- núcleo de VINCENZO (Othon Bastos), italiano rude, mas simpático e boa gente. Imigrante, chegou ao Brasil jovem. Dono de uma fazenda que comprou de um barão do café falido. Para tomar posse das terras, associou-se a dois italianos amigos e, por acordo, decidiram os três que ele as administraria:
a mulher CONSTANCIA (Araci Esteves), italiana trabalhadora, sem papas na língua ao defender a família
os filhos: MARCELLO (Emilio Orciollo Netto), puxou ao pai em tudo, jamais se atreve a contrariá-lo. Analfabeto, mas inteligente e simpático. Apaixonado pela filha de uma família inimiga, da fazenda vizinha
e CATERINA (Simone Spoladore), jovem bela, analfabeta como o irmão. Apaixona-se por um rapaz ao mesmo tempo em que é cortejada pelo filho de um dos sócios do pai, que incentiva o namoro dos dois com os olhos postos nas terras, num jogo de interesses
os sócios: FARINA (Paulo Goulart), italiano astuto, conterrâneo de Martino na Itália. Ao longo da trama, revela-se um mau caráter,
e ADOLFO (Antônio Petrin), incentiva a união do filho com Caterina
o filho de Adolfo, GAETANO (Zé Victor Castiel), tipo rude, forte, pouco refinado. Quer Caterina e os pais dela veem com bons olhos a corte que ele faz à filha. Mas ela o rejeita. É por causa dele, e de mágoas guardadas, que seu pai acaba vendendo sua parte na fazenda para a família rival de Vicenzo
o peão ZEQUINHA (Marcos Palmeira), arrebata o coração de Caterina.
- núcleo de FRANCISCA MÃO-DE-FERRO (Lúcia Veríssimo), viúva bela e fina. Sofre uma mudança radical após a morte do marido: vira a versão feminina de um coronel, daí seu apelido Mão-de-Ferro. Inimiga de Vicenzo, faz tudo para comprar a fazenda dele, vizinha à sua, criando atritos com o italiano e sua família. No decorrer da trama, após descobrir que o ex-marido teve uma filha bastarda com uma escrava, transforma-se em uma nova mulher e casa-se com Farina, sem dar-se conta de que é um mau caráter. Hospeda o casal Maria e Martino, amigo de Farina, de passeio no Brasil. Martino acaba assassinado em sua fazenda:
o primeiro marido MARCÍLIO MOREIRA ALVES (José Augusto Branco, participação), rico fazendeiro, falecido
os filhos: MAURÍCIO (Ranieri Gonzalez), rapaz refinado, educado nos melhores colégios. Romântico, impressiona-se com a beleza rústica de Caterina e apaixona-se por ela no auge da luta entre as suas famílias. Apesar da índole pacífica, não hesita em enfrentar a mãe,
e BEATRIZ (Miriam Freeland), como o irmão, fina e requintada. Cortejada por Marcello, não esconde o misto de pena e admiração que sente por ele, a exemplo do que acontece com o irmão ao conhecer Caterina. Contra a vontade da mãe, vai abrir uma escola para alfabetizar as crianças e os adultos das fazendas, entre eles, os irmãos Marcello e Caterina
a empregada JÚLIA (Sheron Menezzes), bela mulata. Amiga de Beatriz, com quem aprendeu a ler e escrever. Ao longo da trama, descobre-se que é filha bastarda de Marcílio com uma escrava, o que ela própria desconhecia
a avó de Júlia, NHÁ RITA (Chica Xavier), sábia e misteriosa.



