
Ficha técnica
Sinopse de Hipertensão
A história completa da novela de 1986.
A trupe de teatro mambembe de Sandro Galhardi aporta na sossegada cidade de Rio Belo e bagunça o dia a dia dos moradores. Carina, estrela da companhia e paixão de Sandro, não imagina que aquela é a terra natal do pai que nunca conheceu. Três velhinhos — Napoleão, Candinho e Romeu — brigam entre si pela paternidade da moça. No passado, todos se apaixonaram por trigêmeas, e uma delas era a mãe de Carina. Mas quem é, afinal, o pai verdadeiro? O autoritário Napoleão, o sonâmbulo Candinho ou o ingênuo Romeu?
Enquanto cada um dos velhinhos disputa, do seu próprio jeito, a paternidade de Carina, um crime sacode a cidade.
Dona de uma tecelagem, a influente Donana é uma mulher arrogante que tem grande poder sobre a população de Rio Belo. Viúva, ela tem dois filhos: a tímida Raquel, que ela maltrata por ciúme da ligação que a moça mantinha com o falecido marido, e o irresponsável Rai, seu xodó. Ele se apaixona por Carina, mas seduz Luzia, jovem simplória, filha de Odete, empregada na fazenda dos três velhinhos. Luzia engravida e termina sendo encontrada morta. Rai, Donana e até Carina entram na lista de suspeitos do crime.
- núcleo do teatro mambembe de SANDRO GALHARDI (Cláudio Cavalcanti), no qual ele é produtor, diretor, dramaturgo e ator. Sua trupe chega à pequena cidade de Rio Belo e movimenta o local. Sandro nasceu na Itália, mas mora há muitos anos no Brasil. Sempre na pindaíba, cria mil situações para sustentar o teatro e sua trupe. Ama a principal atriz da companhia, mas ela o trata como amigo e irmão:
os atores: CARINA (Maria Zilda), a estrela da companhia, por quem é apaixonado. Doce e terna, mas de temperamento forte. Nascida na Itália, não conheceu seu pai e a mãe morreu quando era muito pequena. Foi adotada pela mãe de Sandro e trata-o como um irmão mais velho. Fica sabendo que Rio Belo é a terra natal de seu pai e quer descobrir a identidade dele,
RENATA (Elizabeth Savala), apaixonada por ele. Já está cansada da vida itinerante que leva com a companhia e não se contenta mais em ser a "segunda atriz",
TÚLIO (César Filho), o galã, rapaz bonito por quem Carina é apaixonada, provocando o ciúme de Sandro. Torna-se locutor na rádio de Rio Belo e arranca suspiros das moças da cidade,
FRATELLO (Antônio Calloni), seu amigo e confidente,
e PÉ-DE-MEIA (Anderson Martins), o mascote. Menino órfão adotado pela companhia, assim apelidado porque veste apenas um pé de meia.
- núcleo da fazenda Santa Lúcia, em Rio Belo, onde moram os três supostos pais de Carina, que disputam entre si a atenção e a paternidade da atriz. Na mocidade, eles foram pracinhas da FEB durante a Segunda Guerra e casaram com trigêmeas em Visconti, uma longínqua aldeia na Itália. Tiveram que voltar para o Brasil, enquanto suas mulheres, tempos depois, morreram vítimas da máfia. Uma delas é a mãe de Carina, com quem ela é muito parecida. Hoje, os velhinhos vivem juntos na fazenda:
os amigos: NAPOLEÃO (Cláudio Corrêa e Castro), dono da fazenda. Esportista, metódico e autoritário, põe todo mundo para fazer exercícios físicos. É rígido com horários e com a alimentação e usa o seu apito para impor a sua vontade. Cultua a memória da amada Maria Luiza,
CANDINHO (Paulo Gracindo), primo de Napoleão. Detém uma pequena parte da fazenda. Sonâmbulo, romântico e metido a intelectual, escreve versos. Cultua a memória da amada Maria Clara,
e ROMEU (Ary Fontoura), o mais pobre. Ingênuo e distraído, é vegetariano e ama os animais, por isso tenta impedir que vacas, galinhas e patos virem refeição na casa. Cultua a memória da amada Maria Tereza
os funcionários: ODETE (Lupe Gigliotte), cozinheira e arrumadeira. Mulher simplória e trabalhadora, está na fazenda há anos. Vigia a filha adolescente de perto,
VIRIATO (Bruno Rocha), filho mais velho de Odete, rapaz revoltado com sua condição subalterna. A mãe não sabe do caráter duvidoso no filho. Escondido, rouba patos e galinhas da fazenda para vender, além de cometer outros delitos,
LUZIA (Cláudia Abreu), filha caçula de Odete. Menina ingênua e romântica. Acaba grávida e é misteriosamente assassinada. Sua mãe clama por justiça,
e SABIÁ (Romeu Evaristo), afilhado de Odete. Órfão, cresceu na fazenda com Viriato e Luzia. Rapaz bom e honesto, cala-se ao levar a culpa pelos roubos de Viriato, para evitar que sua madrinha sofra.
- núcleo de DONANA (Geórgia Gomide), a todo-poderosa da cidade, temida pelo povo, dona de terras e da Companhia Têxtil Rio Belo. Cultua a memória do falecido marido, Raimundo, morto em um acidente de carro. Mulher arrogante, autoritária e moralista. Almeja ser prefeita de Rio Belo, para mandar na cidade e nos moradores:
os filhos: RAI (Taumaturgo Ferreira), o seu preferido, a quem mima em demasia. É um playboy inconsequente e mulherengo. Morava no Rio de Janeiro, onde há anos vinha tentando vestibular sem sucesso, e acaba retornando à casa da mãe. Apaixona-se por Carina, mas seduz Luzia e ela fica grávida. Foge do compromisso, mas a moça acaba assassinada, tornando-se o principal suspeito do crime,
e RAQUEL (Deborah Evelyn), a quem hostiliza por ciúmes da relação que ela tinha com o pai - o que deixou a filha traumatizada e ressentida consigo. Tímida, romântica e sonhadora, é uma espécie de "patinho feio". Apaixonada pelo radialista Túlio, envia-lhe cartas de amor sob o pseudônimo ESPERANÇA , mas não tem coragem de se revelar, até ser traída por uma amiga
a tia GIOCONDA (Eloísa Mafalda), o seu oposto, é uma mulher de bem com a vida, despachada, espalhafatosa e autêntica, beirando a inconveniência. Vive a provocá-la por incompatibilidade de gênios, o que causa muitos atritos entre ambas. Morava no Rio, mas muda-se para a casa de Donana a convite de Rai - mas a contragosto de Donana. Torna-se confidente de Raquel, ajudando-a. Tenta conquistar um dos velhinhos com a intenção de casar
o motorista LAERTE (Paulo Betti), sujeito de caráter duvidoso. Chantageia a patroa porque sabe de segredos de seu passado envolvendo a prisão injusta de um tio, pago para assumir a culpa pelo acidente que vitimou o marido de Donana, quando era ela quem estava dirigindo o veículo. Apaixonado por Renata, mas não correspondido, aceita a proposta de casamento de fachada com Raquel, que pretende se livrar do jugo materno, enquanto ele recebe uma polpuda quantia em dinheiro
o amigo de Rai, BETO (Ernesto Piccolo)
a empregada JUREMA (Dilma Machado), depois substituída por ZILDA , por sua vez substituída por JACIRA (Alexandra Plubins)
a secretária na fábrica SOLANGE (Lys Beltrão).
- núcleo de MARCOS MENDONÇA (Carlos Eduardo Dolabella), proprietário de uma corretora de seguros e do Grande Hotel, o principal de Rio Belo. Viúvo, está à procura de uma mulher para administrar o lar e os filhos. Mimados, os rebentos põe para correr toda candidata a governanta e ao coração do pai porque não querem uma substituta à falecida mãe, Consuelo. É famoso por sua coleção de pássaros, que inclusive usa para atrair belas mulheres. Renata vai trabalhar em sua casa como governanta, mas precisa enfrentar a rejeição de seus filhos:
os filhos: CAROLA (Carla Marins), a mais velha, caprichosa e voluntariosa. Namorada de Rai no início, passa a se interessar por Túlio quando substitui a amiga Raquel na pele de Esperança. Os dois começam a namorar, mas a relação é marcada por altos e baixos,
e os menores DIOGO (Eduardo Cardoso), TAVINHO (Bruno Andrade), LALAU (Jonathan Nogueira), ED (Igor Roberto Lage) e NINI (Karine Moura)
o sogro AMÉRICO (Francisco Dantas), arma com os netos para sabotar qualquer candidata ao coração do genro, pois não quer ver sua falecida filha substituída na casa. No entanto, defende Renata no papel de governanta e babá dos netos
a empregada CONCEIÇÃO (Ana Ariel), aliada de Américo e das crianças nas tentativas de impedir que Marcos se case novamente. Também aliada das crianças nas tentativas de por Renata para fora, pois não quer ser mandada por ela
o recepcionista do hotel JUCA (Eri Johnson), responsável por avisar o patrão das belas mulheres que se hospedam no local.
- núcleo do DR. VITOR ASSUNÇÃO (Ruy Rezende), médico de Rio Belo, homem justo e humanista. Pouco paciente com a mulher, não sabe quanto tempo mais poderá suportar o casamento fracassado:
a mulher FIFI (Fafy Siqueira), enxerida e fofoqueira, passa o dia na janela espiando a vida de todos, o que causa muitos desentendimentos com o marido. O povo não sabe, mas ela é a responsável por plantar fofocas no Diário de Rio Belo, jornal da cidade. Maior apoiadora de Donana, a quem admira
a cunhada ANTONIETA (Lília Cabral), irmã mais nova de Fifi. Leva uma vida dupla. Professora no Colégio Sacra Família durante o dia, muito religiosa, é considerada "a santinha da cidade", mas esconde de todos que à noite trabalha como dançarina em um forró em Sacramento, a cidade vizinha. Acaba descoberta por Rai, Túlio e Fratello. Rai passa a chantageá-la, enquanto Fratello a defende, interessado nela
o irmão SÉRGIO (Marcos Wainberg), gerente de vendas que volta a Rio Belo para se estabelecer na cidade. Assedia Antonieta
a noiva de Sérgio, BEATRIZ (Lúcia Alves), que ele traz consigo a Rio Belo. Reencontra Sandro, uma paixão avassaladora do passado, e não consegue se conter ante a possibilidade de tê-lo novamente, o que culmina com o fim de seu noivado. Vai trabalhar no Grande Hotel e, com seu jeitão carismático e tresloucado, conquista os filhos de Marcos, que passam a vê-la como a substituta ideal para a falecida mãe.
- núcleo do delegado JOEL (Nelson Xavier), sujeito pretensioso, interessa-se por Carina assim que o teatro chega à cidade. Pau-mandado de Donana, é tratado como um incompetente pelos moradores. Investiga o assassinato de Luzia, além de outras ocorrências ao longo da trama:
o auxiliar BOCA MOLE (Chaguinha)
o guarda MADUREIRA (Manoel Teodoro).
- núcleo de ZEQUINHA (Silveirinha), prefeito de Rio Belo:
a mulher DONA OLGA (Thereza Castro), a primeira-dama da cidade
a filha SONINHA (Ana Beatriz Wiltgen), amiga de Carola, por quem Túlio se interessa quando a relação com Carola vai mal
o assessor ROQUE (Sérgio Ropperto).
- demais personagens:
o indígena CHICO (Stênio Garcia), simpático e expansivo, trabalha como faxineiro na prefeitura e vende chás e ervas na praça central da cidade. No passado, trabalhou para o marido de Donana, que lhe presenteou com um pequeno pedaço de terra. Donana luta para reaver a terra que julga sua, travando uma batalha com Chico. Ele ainda deseja recuperar o kweré , uma machadinha sagrada que fora roubada de seu povo e que está exposta no museu da cidade. Vigia o irresponsável Rai, cumprindo a promessa que fizera ao pai dele de cuidar de seus filhos
o escritor RAUL GALVÃO (José Mayer), chega à cidade para escrever um livro sobre teatro mambembe. Uma noite, bêbado, vai parar na cama de Renata e são flagrados. Os dois, para explicar a situação, sustentam a mentira de que são casados, e passam a viver como cão e gato para manter a farsa
o padre VICENTE (Oswaldo Louzada), da paróquia local.


