
Ficha técnica
Sinopse de Mandala
A história completa da novela de 1987.
Rio de Janeiro, 1961. Aos 18 anos, a estudante de Sociologia Jocasta, filha do militante comunista Túlio Silveira, vive intensamente o conturbado cenário político do país, sacudido pela renúncia do presidente Jânio Quadros. Ela está apaixonada por Laio, seu completo oposto: um rapaz alienado e esotérico que sobrevive da mesada do pai rico, o empresário Michel Lunardo.
Profundamente místico, Laio não toma nenhuma decisão sem antes ouvir seu guru e amigo Argemiro, a quem procura ao saber da gravidez de Jocasta. Os búzios revelam que o filho um dia o matará e manterá um envolvimento amoroso com a própria mãe. Apavorado, Laio faz a criança desaparecer logo após o nascimento, contando com a ajuda de Argemiro, que ama Laio e detesta Jocasta.
Vinte e cinco anos mais tarde, Jocasta é uma mulher vitoriosa, porém inquieta, sempre em busca do filho que sumiu. Está separada de Laio, que nesse período multiplicou a fortuna do pai ao se envolver com o jogo clandestino. Numa estrada, ele cruza com Édipo, sem imaginar que se trata de seu filho. Depois de bater boca com o rapaz, Laio cai de uma ribanceira e morre.
Cortejada pelo bicheiro Tony Carrado, um sujeito grosseiro porém de bom coração, Jocasta se apaixona pelo jovem Édipo, sem desconfiar que ele é, na verdade, o filho que perdeu. Criado por um casal incapaz de ter filhos, Édipo possui poderes paranormais. Mais adiante, precisará enfrentar Argemiro numa batalha entre o bem e o mal.
- núcleo de JOCASTA (Giulia Gam/Vera Fischer), na primeira fase, é uma estudante de Sociologia, de 18 anos. Milita ativamente no movimento estudantil. Sua personalidade é oposta à do namorado: enquanto ele é inseguro, ela é a determinada. Engravida, mas seu bebê lhe é tirado dos braços no nascimento. Na segunda fase, com 42 anos, Jocasta está na plenitude de sua beleza. É obcecada em descobrir o paradeiro do filho. Casou-se com seu namorado da juventude, mas separou-se. Não conseguiu ligar-se seriamente a nenhum homem depois da separação:
os pais: TÚLIO SILVEIRA (Gianfrancesco Guarnieri), militante comunista, a política é o seu vício. Sonhador, fiel às suas ideias, ainda que sinta cada vez mais distante a sociedade justa com que sonhou,
e CERES (Célia Helena), pé no chão, é o ponto de equilíbrio e sustentação da família, sendo a única a por ordem na casa
os irmãos: CREONTE (Marcos Palmeira/Gracindo Jr.), na primeira fase com 22 anos. Rapaz de caráter duvidoso, um oportunista, intrigante e ambicioso. Tenta impedir que a irmã encontre o seu filho
e GERSON (Danton Mello/Osmar Prado), estudou anos na União Soviética e, de lá, partiu para o Nepal. Não deu mais notícias, preocupando a família. Retorna como um monge budista
o avô PEPÊ (Paulo Gracindo), pai de Túlio. Anarquista convicto, tem horror à obediência e às normas vigentes. Na segunda fase, já esclerosado, confunde tudo, fazendo observações sem nexo, mas nunca abdica de seus princípios ideológicos. Ninguém o leva a sério na família, mas todos têm por ele um enorme carinho
a enfermeira CONCHITA (Yara Côrtes), contratada para tomar conta de Pepê, na segunda fase. Vive às turras com ele, que a leva à loucura, obrigando-a a participar de suas maluquices ou fazendo-lhe propostas obscenas. Vive pedindo demissão, mas sempre volta atrás. No fundo, gosta do velho e tem carinho por ele
a ex-namorada de Gerson, MARIANA (Bia Seidl), ainda apaixonada por ele. Com o retorno de Gerson, fará de tudo para que ele abandone o voto de castidade imposto por sua religião.
- núcleo de LAIO (Taumaturgo Ferreira/Perry Salles), namorado de Jocasta com quem ela se casou e teve um filho, que desapareceu. Na primeira fase, com 25 anos, é estudante de Psicologia, um alienado que vive da polpuda mesada do pai rico. Místico, não dá um passo sem consultar gurus, cartomantes e pais de santo. Seu guru prevê que seu filho irá matá-lo, por isso ele leva embora o bebê quando nasce. Na segunda fase, com 50 anos, está separado de Jocasta, tendo assumido sua homossexualidade. Triplicou a fortuna deixada pelo pai, dedicando-se a negócios ilícitos. Acaba tragicamente morto:
o pai MICHEL LUNARDO (Walmor Chagas), viúvo, casou-se novamente com uma moça bem mais jovem. Dono de uma indústria de brinquedos, sustenta o filho com todas as mordomias, mas não se conforma com sua recusa em trabalhar. Laio lhe causa uma série de problemas
a madrasta LENA (Lília Cabral/Ilka Soares), interesseira, está com o marido pelo seu dinheiro. É amante do jovem Creonte. Na segunda fase, após a morte do marido, foi trabalhar para Creonte como relações públicas na casa de espetáculos que ele abriu em sociedade com Laio
o melhor amigo ARGEMIRO (Marco Antonio Pâmio/Carlos Augusto Strazzer), seu secretário e guru. Vê o futuro no tarô e nos búzios. Não se dá com Jocasta, de quem tem ciúmes. É quem faz a previsão de que o filho de Laio irá matá-lo. Na segunda fase, Argemiro está de relações cortadas com Laio
o atual namorado CRIS (Marcelo Picchi), centro da discórdia entre ele e Argemiro. Seu atual secretário, está mais interessado no dinheiro dele.
- núcleo de ÉDIPO (Felipe Camargo), desde pequeno, revela-se um menino de sensibilidade além do normal. Criado por um casal que não podia ter filhos, desconhece seus pais biológicos. Aos 25 anos, mora em Brasília e é um talentoso produtor independente de comerciais para a TV. Preocupa-se com um sonho premonitório que tem frequentemente, onde se vê matando o pai. Para evitar uma tragédia, muda-se para o Rio de Janeiro. Não imaginava, no entanto, que estava indo ao encontro de Laio, seu verdadeiro pai, fato que desconhecia. Após um desentendimento entre os dois na estrada, Laio cai de uma ribanceira e morre. No Rio, Édipo conhece e se apaixona por Jocasta, sem imaginar que ela é a sua mãe biológica. Irá enfrentar Argemiro, em uma espécie de batalha de poderes paranormais, entre o bem e o mal:
os pais de criação: AMÉRICO (Oswaldo Loureiro), um homem de caráter fraco, é boêmio e esbanjador. Adora o filho, mas sonha em explorar comercialmente os seus poderes paranormais. Édipo sempre se recusa a seguir o desejo do pai, sendo esse um ponto de discórdia entre eles,
e MERCEDES (Ângela Leal), ainda conserva traços de uma beleza destruída pela decadência econômica e pelos desgostos de um casamento fracassado. Não perdoa o marido por isso e se vinga traindo-o com os próprios amigos.
- núcleo de CREONTE (Gracindo Jr), irmão de Jocasta. Com 47 anos na segunda fase, uniu-se a Laio em negócios escusos. Com ele, possui uma casa de espetáculos - na qual Lena trabalha - que esconde um cassino clandestino. Homem ambicioso e inescrupuloso, não gosta da irmã, fazendo tudo para prejudicá-la. No passado, ajudou Laio a levar embora o filho dela:
a mulher DÉBORA (Maria Ferreira), elegante, filha de família abastada, é ciente das infidelidades do marido e do casamento fracassado
a filha MARLUCY (Anna Gallo), estudante rebelde que tem uma relação difícil com o pai, principalmente por ele proibir o seu namoro
o namorado de Marlucy, RAFAEL (Chico Diaz), líder operário, um rapaz pobre, íntegro, corajoso e radical por vezes. Túlio tem por ele simpatia, dadas as afinidades políticas, o que o faz protegê-lo em seu romance com Marlucy. Mas Creonte é absolutamente contra esse namoro.
- núcleo de VERA (Deborah Evelyn/Imara Reis), amiga de Jocasta, apaixonada por Creonte desde a juventude. Na primeira fase, é militante política e divide com a amiga as preocupações com o futuro do país. Ingênua nos relacionamentos afetivos, namorou Creonte contra a vontade do pai, que queria vê-la casada com um militar. Na segunda fase, trabalha com Jocasta em sua empresa, e ainda sente algo por Creonte:
os pais: ADROALDO (Mauro Mendonça), militar reformado, conservador e que não admite o namoro dela com o jovem Creonte, nem a amizade com Jocasta, afinal, são filhos do comunista Túlio Silveira. Em uma crise familiar, sofre um ataque cardíaco fulminante,
e ESTELA (Beatriz Lyra), mulher submissa que compactua com o marido em tudo. Não perdoa a filha por achar que as brigas entre ela e o pai foram a causa da morte dele
o pretendente OTÁVIO (Daniel Dantas), oficial da Aeronáutica. Para a família, seria o par perfeito para ela. Mas Vera se aproxima dele por interesse, a fim de saber detalhes sobre a participação militar nos conflitos dos anos 1960.
- núcleo de TONY CARRADO (Nuno Leal Maia), banqueiro do jogo do bicho. De origem humilde, tem pouca instrução. É charmoso, simpático e engraçado, por causa das gafes que comete, derrapando no Português. Seu sonho é ser aceito na alta sociedade e ser correspondido em seu amor por Jocasta, por quem é completamente apaixonado e a quem chama de "minha deusa" . Apesar de ela não amá-lo, ele insiste, convicto de que um dia vai conquistá-la. Tony a ajuda a procurar o filho desaparecido:
a ex-mulher DALVA (Bety Erthal), fina, sempre criticou as suas gafes. Tentou lhe dar um pouco de educação, mas desistiu
o filho TONINHO (Jandir Ferrari), mimado pela mãe, amante das artes e da dança. O pai tem pavor de imaginar que o filho seja homossexual
o amigo de Toninho, WANDERLEY (Felipe Martins), bailarino. Tony não vê com bons olhos essa amizade
os empregados: ZÉ MÁRIO (Antônio Grassi), PINTO (Chico Tenreiro) e SONECA (Luís Magnelli).
- núcleo de LETÍCIA (Lúcia Veríssimo), namorada de Édipo, até ele conhecer Jocasta. Moça linda e inteligente. Apaixonada, não se conformará ao ser preterida e lutará por Édipo:
a mãe FLORA (Aracy Cardoso), apoia a filha em suas decisões
a tia ONDINA (Betina Viany), irmã mais nova de Flora, cartomante conhecida como MADAME LORRAIN , atende em casa e tem um programa de rádio em que informa o horóscopo e dá conselhos sentimentais aos seus ouvintes
o amigo MIGUEL (Jayme Periard), apaixonado por ela, tenta fazê-la esquecer Édipo.
- núcleo de PEDRO BERGMAN (Raul Cortez), homem muito rico, fino, elegante e charmoso. Apaixona-se por Jocasta e tenta conquistá-la, disputando-a com Tony Carrado, que representa o seu oposto. Mas Jocasta está apaixonada por Édipo:
o filho HANS (Marcos Breda), rapaz que tem sérios problemas com drogas. Jocasta aproximou-se dele suspeitando ser seu filho desaparecido. Foi quando conheceu Pedro.
- núcleo de EURÍDICE (Aída Leinner), sambista que canta e dança na casa de espetáculos de Laio e Creonte. Tem um caso com Creonte, que a cobre de presentes, dando-lhe a ilusão de uma ascensão social e também de uma vitoriosa carreira artística:
os pais: JONAS CAETANO (Grande Otelo), veterano ator negro, com problemas com bebida. Como a filha, é uma das estrelas da casa de espetáculos. Também é iludido por Creonte,
e ZEZÉ (Ruth de Souza), uma boa esposa, solidária, fiel e que sempre aguenta os pileques do marido
o meio-irmão APOLINÁRIO SANTANA (Milton Gonçalves), filho de Jonas de seu primeiro casamento. É deputado, advogado, idealista e candidato às eleições para a Assembleia Constituinte. Por conta disso, aproxima-se de Creonte, apesar de os dois terem muitas diferenças
a cunhada CARMEM (Maria Alves), mulher de Apolinário.



