
Ficha técnica
Sinopse de Nina
A história completa da novela de 1977.
Nina, uma jovem professora vinda do interior, consegue emprego em um dos colégios mais tradicionais de São Paulo, onde a moral dos anos 1920 impregna todos os valores da instituição. Ao descobrir que a escola havia recusado a matrícula da menina Isadora por ela ser filha de artistas, a professora se posiciona contra a decisão.
Daí em diante, a trama avança opondo os ideais de Nina aos dos personagens conservadores. Movida por seu liberalismo, ela terá de superar barreiras quase impossíveis, em especial diante da família do barão Antônio Torres Galba, integrante atuante do PRP, o Partido Republicano Paulista.
Seu esforço para implantar novas ideias e seu amor pelo italiano Bruno di Fiori são fortemente combatidos, tanto pelos costumes da época em relação à sua condição quanto por Arlete, filha do barão, que disputa Bruno com ela. Ele é um imigrante italiano que cuida dos bens da família Galba. Arlete se apaixona pelo homem de confiança do pai e faz de tudo para conquistá-lo.
Entretanto, um crime perturba a rotina do colégio. Uma aluna é assassinada e a suspeita cai sobre a professora Nina, que passa a batalhar para provar sua inocência.
- núcleo de NINA (Regina Duarte), jovem professora formada em São Carlos, no interior de São Paulo. Chega à capital para lecionar no Sagrado Coração, um dos mais conceituados e tradicionais colégios para moças do estado. Seu comportamento autêntico e íntegro e suas ideias liberais logo entram em choque com a moral da sociedade conservadora da época (1926). Esse conflito aumenta com a recusa do colégio em aceitar a matrícula da filha de um artista:
a proprietária da pensão onde mora DONA TETÉIA (Lúcia Mello), mulher solteirona, pudica, moralista e conservadora
a empregada da pensão ESCOLÁSTICA (Chica Xavier).
- núcleo de BRUNO (Antônio Fagundes), por quem Nina se apaixona. Imigrante italiano cujos pais se estabeleceram no Brasil, como colonos em uma fazenda de café no interior de São Paulo. Apesar do pouco estudo e cultura, conquista a confiança do patrão, proprietário da fazenda, e é aceito como administrador dos bens de sua família. É absolutamente firme em suas ideias e decisões, sejam elas quais forem:
os pais: DOMÊNICO DI FIORI , morre no início. Veio com a família para o Brasil. Estabeleceu-se em uma fazenda de café, onde abriu uma mercearia,
e DONA ANTONELA (Regina Macedo), mulher religiosa e resignada
o amigo ARTURO (Paulo Gonçalves), imigrante italiano, líder da União Operária, que se opõe ao partido da situação, com o qual entra em conflito.
- núcleo do CORONEL ANTÔNIO TORRES GALBA (Mário Lago), "barão do café", homem muito rico, de família tradicional e conservadora, membro do Partido Republicano Paulista (PRP). Mora em sua fazenda no interior de São Paulo e sente falta das filhas, que moram na capital e mal vêm visitá-lo. Ressentido por nunca ter tido um filho homem, não acredita na capacidade da família para continuar os negócios, principalmente porque o único herdeiro homem, o neto, está mais interessado em farras. Por isso apoia-se em Bruno, seu administrador:
as filhas, que moram em São Paulo: MARIANA (Maria Fernanda), a mais velha. Altiva, orgulhosa e preconceituosa, impõe à família um comportamento arrogante e aristocrático. Viúva, é uma mãe possessiva e imperiosa. Não gosta de Bruno por ele ser imigrante e desaprova a influência que ele exerce sobre sua família,
MARTA (Regina Viana), toda a sua capacidade é anulada pelo marido, o que a deixa frustrada. Com isso, projeta na filha as suas aspirações. Com o tempo, rebela-se contra o marido, impondo suas vontades,
e ARLETE (Rosamaria Murtinho), a mais nova. Solteira e sensível, é dominada por Mariana, que tenta arranjar-lhe casamento com algum fazendeiro rico aliado de seu pai. Porém, apaixona-se por Bruno, disputando-o com Nina
o genro LOURIVAL (José Augusto Branco), marido de Marta. Sobre a pele de marido e pai conservador, é um oportunista, mais interessado em defender seus interesses. Dirige o colégio onde Nina leciona e torna-se um dos maiores opositores da professora
os netos: JOÃO CLÁUDIO (Mário Cardoso), filho de Mariana, rapaz farrista e um tanto irresponsável. Apesar de ter sido educado para ser o sucessor do avô, não se interessa pelos negócios da família,
MARIA CLARA (Kátia D’Angelo), filha de Mariana, moça bonita, com gosto pelas artes. Aluna de Nina, é arrogante, ambiciosa e dissimulada,
e ANA CÂNDIDA (Sônia Regina), filha de Marta e Lourival, objeto de todas as atenções da mãe. Também aluna de Nina, deixa-se levar pela influência da prima Maria Clara
o amigo CORONEL JOSÉ ALÍPIO SÁ (Telmo Avelar), fazendeiro em Itu, no interior de São Paulo, seu aliado incondicional. Viúvo sem filhos, é pretendente de Arlete
a amiga de Maria Clara e Ana Cândida, MARIA EUGÊNIA (Cristina Mullins), outra aluna de Nina. É misteriosamente assassinada e a culpa recai sobre Nina, que vai presa.
- núcleo do PROFESSOR FRAZÃO (José Lewgoy), antigo bailarino que já tivera seus dias de glória. Atualmente, sem a mesma agilidade de outrora, é obrigado a dar aulas de dança de salão, geralmente para interessados que mal têm dinheiro para pagar. Fica sabendo que tem uma filha pequena, com Consuelo, ex-parceira de dança. Com a morte dela, a menina é enviada a São Paulo para os seus cuidados, com dinheiro para frequentar uma boa escola. Deseja matriculá-la no colégio de Lourival, mas a garota não é aceita por ser filha de artistas. Nina luta para defender sua causa:
a filha ISADORA (Isabela Garcia), de oito anos, menina doce e graciosa. Tem sua matrícula no colégio negada por Lourival, tornando-se o pivô de uma das principais discussões da trama
a pretendente ROSÁRIO (Rosana Penna), aluna de dança que se apaixona por ele.
- núcleo da MADAME NANÁ (Elza Gomes), atriz decadente, comanda um teatro mambembe e vive das lembranças do passado. Mantém relações estreitas com fazendeiros, jornalistas e funcionários públicos, que compõe grande parte de seu público frequente. Dirige um grupo de vedetes chamado Lyra das Mimosas:
as Mimosas: DORALDA (Maria Cláudia), moça de personalidade forte, primeira atriz do grupo. Semianalfabeta, precisa que outras pessoas leiam suas falas para que possa interpretar seus textos,
CHIQUINHA (Lúcia Alves), MAZINHA (Marília Barbosa), GENI (Maria Helena Velasco) e IRACEMA (Ana Maria Nascimento Silva)
o "ponto" do teatro SINÉSIO (Ferreira Leite), responsável por sussurrar o texto para as atrizes em cena.
- núcleo dos Mordedores, frequentadores do teatro de Madame Naná e do bar que é ponto de encontro dos personagens. Sempre sem dinheiro, vivem de aplicar pequenos golpes e "morder" dinheiro dos outros, daí o nome do grupo:
MIGUEL (Marcos Paulo), rapaz carente e incapaz de suportar a rotina de um trabalho diário, preferindo viver de expedientes e pequenos artifícios. Sem família, foi abandonado criança em um orfanato, onde cresceu. Apaixona-se por Nina, provocando o ciúme de Doralda, apaixonada por ele
MORUNGABA (Osmar Prado), típico malandro, trabalha na seção de encomendas dos Correios, onde limita-se a bater o ponto. Ao descobrir que Naná guarda uma valise cheia de dinheiro, arma um plano para roubá-la, fingindo-se apaixonado por ela
NÉLIO (Carlos Gregório), trabalha no cartório, mas deseja ser artista, apesar de não ter qualquer talento. Sonha em participar dos primeiros filmes que começam a ser feitos
ALVINHO , conhecido como ANJO (Fábio Jr.), rapaz sonso, tem uma expressão angelical da qual se valem os amigos para os mais variados golpes.
- núcleo dos professores e funcionários do Colégio Sagrado Coração, dirigido por Lourival:
ANGÉLICA (Sônia Oiticica), a vice-diretora,
DALVA (Aracy Cardoso), de São Carlos, conterrânea de Nina, foi quem a indicou para substituí-la como professora no colégio em seu período de licença,
CLORINDA (Maria Pompeu), a mais afinada com a linha pedagógica do colégio. Conservadora, não gosta das ideias de Nina, por isso a vigia de perto, ávida por qualquer deslize da professora,
SAGRADA (Norma Suely) e ANACLETO FONSECA (Fernando José).
- núcleo dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco:
AFRÂNIO (Paulo Ramos), rapaz ambicioso e de caráter maleável, tem pretensões políticas. Lidera o grupo ligado ao Partido Republicano Paulista. No final, descobre-se que é o assassino de Maria Eugênia
CLEMENTE (Lauro Góes), defensor ardoroso do recém-criado Partido Democrático
CLÓVIS (Vanísio Mello), líder da terceira facção do diretório, pertence ao Partido da Mocidade.
- núcleo de Miguel:
o pai SIMÃO, o CAOLHO (Brandão Filho), que não o reconhece como filho, apesar de tê-lo levado para morar consigo, mas como hóspede, para enganar sua mulher. Funcionário público, é um homem feio, mas bem-sucedido entre as mulheres, seu ponto fraco
a madrasta DONA MARCOLINA (Rosita Tomaz Lopes), mulher de Simão, conselheira da vila onde moram. Reclama frequentemente da presença dos Mordedores em sua casa. Acha que traz o marido na rédea curta, mas nem desconfia que Miguel é filho dele.
- núcleo de FIALHO (Ary Fontoura), apresenta-se como bacharel e cineasta, mas, na verdade, aplica golpes atraindo incautos com a promessa de participações em grandes filmes:
a atriz MIMI (Maria Zilda), estrela de suas fitas.


