Novela · Globo

O Casarão (1976)

Exibida pela Globo de de 7 de junho a 11 dezembro de 1976

O Casarão (1976)

Ficha técnica

EmissoraGlobo (20h)
Exibiçãode 7 de junho a 11 dezembro de 1976
Capítulos168
AutoriaLauro César Muniz
DireçãoDaniel Filho e Jardel Mello direção geral de Daniel Filho
Novela anteriorPecado Capital
Novela posteriorDuas Vidas

Sinopse de O Casarão

A história completa da novela de 1976.

Município de Tangará, ao norte de São Paulo, 1900. O senhor de terras Deodato Leme consegue, valendo-se de sua influência política, que um ramal ferroviário seja construído nas divisas de sua propriedade, a Fazenda Água Santa. Seu objetivo é facilitar o transporte do café que cultiva, fonte de toda a sua prosperidade.

Ao mesmo tempo, Deodato ergue dentro dos limites de Água Santa um imponente casarão, que será testemunha da saga de sua família por cinco gerações até a época atual — 1976 —, quando a neta, Carolina, e seus parentes ocupam o lugar. Para narrar essa saga familiar, a trama se concentra em três períodos.

1900 a 1910. Maria do Carmo, filha de Deodato, apaixona-se pelo imigrante português Jacinto, mas é forçada pelo pai a se casar com Eugênio Galvão, o engenheiro encarregado da obra do ramal ferroviário. O ponto culminante é a morte de Deodato, em uma emboscada planejada pelo próprio genro, que assim toma o comando político da região.

1926 a 1936. Tangará, em pleno desenvolvimento, já não depende tanto da Fazenda Água Santa como antes. Carolina, filha de Maria do Carmo, vive um dilema parecido com o da mãe: ama o artista João Maciel, mas, por imposição do pai, termina se casando com Atílio, filho de Jacinto. Esse é o começo do declínio da família, abalada pela crise econômica mundial de 1929.

1976. As terras de Água Santa correspondem apenas a um terço da fazenda original. Vários motivos contribuíram para essa ruína: a industrialização, o êxodo rural e o próprio abatimento psicológico de seus donos. Diante desse cenário, os filhos de Atílio e Carolina são levados a transformar a fazenda em um grande loteamento.

É essa realidade que João Maciel encontra ao voltar a Água Santa em busca de uma escultura que enterrara ali muitos anos antes e para reencontrar Carolina. A convivência com a antiga paixão fica tensa, pois ambos revivem o amor do passado. Após a morte de Atílio, Carolina resolve se reaproximar de João Maciel.

No fim, o casarão é alvo de uma triste coincidência histórica: a nova ferrovia passará justamente onde ele se ergue. Surgido do progresso trazido pela antiga estrada, o casarão desaparece por circunstâncias muito semelhantes.

1º período: 1900 a 1910
OSWALDO LOUREIROMajor Deodato Leme
MIRIAN PIRESOlinda Leme
ANALU PRESTESMaria do Carmo
EDSON FRANÇAEugênio Galvão
TONY CORREIAJacinto de Souza
ANA MARIA GROVAFrancisca
CARLOS DUVALEliseu
LUTERO LUIZAfonso Estradas
PAULO GONÇALVESCardosão (José Cardoso)
HÉLIO ARYVigário Felício
JUAN DANIELRamón
MARIA TERESA BARROSOEulália
2º período: 1926 a 1936
GRACINDO JÚNIORJoão Maciel
SANDRA BARSOTTICarolina Galvão
DENIS CARVALHOAtílio de Souza
LAURA SOVERALFrancisca
IVAN CÂNDIDOValentim
RUY REZENDEAbelardo
FLÁVIO MIGLIACCIOCoringa
NESTOR DE MONTEMARGervásio
FÁBIO SABAGDom Gaspar
THELMA RESTONMargarida
AUGUSTO XAVIERFelipe
3º período: 1976
PAULO GRACINDOJoão Maciel
YARA CÔRTESCarolina Galvão de Souza
MÁRIO LAGOAtílio de Souza
ARACY BALABANIANVioleta
PAULO JOSÉJarbas Martins
RENATA SORRAHLina (Carolina Bastos)
ARMANDO BÓGUSEstêvão Bastos
MARCOS PAULOEduardo
BETE MENDESVânia
DAYSE LÚCIDIAlice Lins
FERNANDO VILLARFrancisco Lins
MARCELO PICCHIAldo
MARIA CRISTINA NUNESGeni
IDA GOMESBerta
MOACYR DERIQUÉMSérgio
NILSON CONDÉPadre Milton
ARTHUR COSTA FILHOArturo
WALDIR MAIAJaime Cabral / Zenóbio
FERNANDO JOSÉJosé Rezende
ROSE CAMPOSIvete Mendes
ARLETE SALLESMaria Helena (quarta mulher de João Maciel)
AURIMAR ROCHADr. Saraiva (médico)
ELIZÂNGELAMônica (quinta mulher de João Maciel)
ELZA GOMESIrmã Lurdes (enfermeira)
ÊNIO SANTOSSaul
FRANCISCO MILANIamigo de João Maciel
HELOÍSA HELENAMirtes (segunda mulher de João Maciel)
JACYRA SILVAenfermeira do sanatório onde Jarbas procura registros de Maria do Carmo
LÉA GARCIAvendedora ambulante
LUIZ MAGNELLIamigo de João Maciel
MARCELO BECKERjornalista
NEILA TAVARESCélia
NEUZA AMARALMarisa (terceira mulher de João Maciel)
PIETRO MÁRIOamigo de João Maciel
REGINA CHAVESempregada de Lina
REJANE SCHUMANNdublê de Sandra Barsotti, como Carolina
RUTH DE SOUZAmarchand da galeria de arte
SANDRA PÊRAAngélica
TAMARA TAXMANLídia (jornalista)
THELMA ELITAConceição
ZILKA SALABERRYMercedes (primeira mulher de João Maciel)

1º e 2º períodos (1900 a 1936)

- núcleo do MAJOR DEODATO LEME (Oswaldo Loureiro), fazendeiro, produtor de café, líder político da região de Tangará, interior de São Paulo. Autoritário, duro no trato com os inimigos políticos, o que provocou sua morte trágica em uma emboscada. Obrigou a filha a casar-se com o homem de sua confiança:

a mulher OLINDA (Mírian Pires), religiosa, submissa ao marido

a filha MARIA DO CARMO (Analu Prestes), abdicou de seu amor para casar-se com o homem escolhido pelo pai. Termina seus dias tuberculosa, em um sanatório

o genro EUGÊNIO GALVÃO (Edson França), engenheiro que trabalhou para ele, tornando-se seu aliado e assumindo a liderança política da região após sua morte. Autoritário, repete o comportamento do sogro ao obrigar a filha a casar-se com o homem que escolheu para ela

a neta CAROLINA (Sandra Barsotti), filha de Maria do Carmo e Eugênio, moça alegre e cheia de vida, refaz o drama da mãe ao viver um amor impossível: apaixonada por um homem, sua família a faz casar-se com outro

o VIGÁRIO FELÍCIO (Hélio Ary), líder religioso da região, tem fortes ligações com a família

o inimigo político CARDOSÃO (Paulo Gonçalves), truculento, enfático e inteligente, é o líder da oposição e luta contra o paternalismo de Deodato, defendendo uma política mais democrática. Acaba preso acusado do assassinato de Deodato. Morre na prisão afirmando-se inocente.

- núcleo de JACINTO (Tony Correia), imigrante português que trabalhou para Deodato Leme, foi o amor da vida de Maria do Carmo, afastado por forças do patrão, que nunca aceitou o romance porque ele era pobre:

a mulher FRANCISCA (Ana Maria Grova / Laura Soveral), filha de imigrantes portugueses, com quem se casou após o romance com Maria do Carmo ter fracassado

o sogro ELISEU (Carlos Duval), pai de Francisca, homem simples dedicado ao trabalho na lavoura do café

o filho ATÍLIO (Denis Carvalho), apoiado por Eugênio Galvão, torna-se o novo líder político da região. Interessa-se por Carolina e Eugênio une os dois

os correligionários de Atílio: GERVÁSIO (Nestor de Montemar), seu maior cabo eleitoral, faz de sua farmácia o ponto de reuniões políticas, e RAMON (Juan Daniel), maestro da banda local.

- núcleo de JOÃO MACIEL (Gracindo Jr.), artista plástico espirituoso, cínico e com uma visão anarquista do mundo. Recebe a tarefa de esculpir uma santa para a capela da fazenda de Deodato Leme. O modelo é Carolina e a aproximação dos dois provoca uma forte paixão entre ambos. Porém, ele parte para São Paulo, deixando de dar notícias. É quando Carolina se vê obrigada pelo pai a casar-se com Atílio. Desgostoso e decepcionado com o amor, dedica-se com afinco à sua arte, tornando-se um escultor de sucesso:

o pai de criação AFONSO ESTRADAS (Lutero Luiz), capataz da fazenda de Deodato Leme

os amigos VALENTIM (Ivan Cândido), dono do serviço de alto-falantes, ABELARDO (Ruy Rezende), companheiro de boemia, escritor medíocre que acaba se tornando redator de rádio, e CORINGA (Flávio Migliaccio), jornalista.

3º período (1976)

- núcleo de JOÃO MACIEL (Paulo Gracindo), famoso artista plástico. Boêmio inveterado, sempre rodeado de intelectuais. Três vezes enfartado, sente-se ainda em pleno vigor dos seus 72 anos. Casado cinco vezes (cada mulher dez anos mais nova do que a anterior), conserva uma certa fantasia em relação ao seu amor da juventude, Carolina. O tempo, a doença e a ilusão de amor o fazem voltar a Tangará, em busca das raízes perdidas na memória:

o amigo JARBAS MARTINS (Paulo José), diretor de cinema frustrado, sobrevive às custas da publicidade. Acompanha João Maciel a Tangará e descobre um tema de trabalho: o casarão pelo viés da análise sociológica da história de uma família que estratifica a evolução de uma fase da História do Brasil. Aproxima-se de cada membro da família com uma visão crítica de suas histórias.

- núcleo de CAROLINA (Yara Côrtes), apesar da idade avançada, mantém ainda uma grande vitalidade, ao contrário do marido Atílio, hoje esclerosado. No ano das bodas de ouro de seu casamento, tem consciência plena de que vive o final do casarão, construído por seu avô, Deodato Leme, onde nasceu e com o qual tem uma grande ligação. Vive a ilusão do que poderia ter sido sua vida com o seu amor do passado, João Maciel. Recorta os jornais que informam sobre as andanças do artista, acompanhando-o de longe. O retorno dele a Tangará transforma sua vida:

o marido ATÍLIO (Mário Lago), alheio a tudo o que o rodeia, passa os dias às voltas com as lembranças do passado, traduzidas em objetos velhos guardados em um casebre próximo ao casarão. Surdo, usa o aparelho contra surdez para ouvir apenas o que interessa. É a imagem do casarão, condenado à destruição completa pela chegada dos novos tempos

os filhos: VIOLETA (Aracy Balabanian), solteirona solitária, introvertida, sente uma enorme dificuldade de se comunicar com as pessoas. É a única dos filhos a permanecer no casarão com os pais, dedicando seu tempo à leitura e introspecção,

ALICE (Dayse Lúcidi), leva uma vida fútil e passiva, condicionada às decisões do marido,

e EDUARDO (Marcos Paulo), o caçula, solteiro, procura evitar a responsabilidade de um casamento envolvendo-se em vários namoros

o genro FRANCISCO LINS (Fernando Villar), marido de Alice, dedicado aos negócios e às aventuras amorosas

a neta CAROLINA , a LINA (Renata Sorrah), filha de Alice e Francisco. Casada, a rotina matrimonial indica a fragilidade da união. Após três anos de um casamento sem filhos, o relacionamento se mostrou difícil e falso. Enfrenta as pressões da família e busca romper com a relação, principalmente após apaixonar-se por Jarbas

o marido de Lina, ESTEVÃO BASTOS (Armando Bógus), homem prático, mais interessado nos negócios que envolvem a propriedade (e o casarão) da família da mulher, do que no próprio casamento.

- núcleo de VÂNIA (Bete Mendes), apegada à família, sofre uma forte contradição ao viver um romance com Eduardo. Não quer ferir as determinações da mãe, ao mesmo tempo em que procura manter a relação com o rapaz. Por fim, toma uma posição de independência, unindo-se a ele:

a mãe BERTA (Ida Gomes), por conta de razões sociais, tenta impedir a aproximação da filha com Eduardo.

- demais personagens:

ALDO (Marcelo Picchi), conhecido de Violeta, empregado dos Correios, em alguns momentos representa o contato dela com o mundo e uma ligação com possíveis amigos

GENI (Maria Cristina Nunes), moça do interior, de família simples, tem sonhos românticos. Por meio de Violeta, entra em contato com Aldo, que se apaixona por ela

SÉRGIO (Moacyr Deriquém), amigo de Estevão

PADRE MILTON (Nilson Condé), pároco de Tangará

ARTURO (Arthur Costa Filho), presidente da Câmara Municipal de Tangará

JOSÉ REZENDE (Fernando José), prefeito de Tangará

ZENÓBIO (Waldir Maia), agente funerário.

- as ex-mulheres de João Maciel (participações especiais):

MERCEDES (Zilka Sallaberry),

MIRTES (Heloísa Helena),

MARISA (Neuza Amaral),

MARIA HELENA (Arlete Salles)

e MÔNICA (Elizângela).

Capa da trilha de O CasarãoCapa da trilha de O Casarão
Trilha sonora nacional
01. FASCINAÇÃO - Elis Regina (tema de Carolina e João Maciel, 1976)
02. LATIN LOVER - João Bosco (tema de João Maciel, 1926)
03. MENINA DO MATO - Márcio Lott (tema de Carolina, 1926)
04. CAROLINA - Aquarius (tema de Carolina, 1976)
05. QUIBE CRU - Chico Batera
06. SÓ LOUCO - Gal Costa (tema de abertura)
07. NUVEM PASSAGEIRA - Hermes Aquino (tema de Maria do Carmo e Jacinto)
08. COISAS DA VIDA - Rita Lee
09. TANGARÁ - Coral Som Livre (tema de locação: Tangará, 1900, e tema das vinhetas de intervalo)
10. A DOR A MAIS - Francis Hime (tema de João Maciel, 1976)
11. CAPRICHO - Nara Leão
12. O CASARÃO - Dori Caymmi (tema de Atílio, 1976)
13. RETRATO - Suely Costa (tema de Carolina, 1976)
Sonoplastia: Roberto Rosemberg
Coordenação geral: João Araújo
Direção de produção: Guto Graça Mello
Trilha sonora internacional
01. THE HANDS OF TIME (BRIAN'S SONG) - Perry Como (tema de Violeta)
02. THEME FROM S.W.A.T. - Music Corporation (tema de Jarbas)
03. FOREVER ALONE - Steve MacLean (tema de Estevão)
04. I NEED TO BE IN LOVE - Carpenters (tema de Estevão e Lina)
05. CALL ME - Andrea True Connection
06. ANGEL - Julian Grey
07. WHEN YOU'RE GONE - Maggie MacNeal (tema de Eduardo e Vânia)
08. LIVING - Alain Patrick (tema de Carolina, 1976)
09. I'M EASY - Keith Carradine (tema de João Maciel, 1976)
10. MY LIFE - Michael Sullivan (tema de Lina e Jarbas)
11. HONEY HONEY - Abba
12. GIRL OF THE PAST - Peter McGreen (tema de João Maciel e Carolina, 1926)
13. CALIFORNIA DREAMIN' - The Vast Majority
14. MISS YOU NIGHTS - Cliff Richard (tema de Violeta)
15. NOSTALGIA - Francis Goya (tema de Atílio, 1976)
16. SHARING THE NIGHT TOGETHER - Arthur Alexander (tema de Arturo)
Tema de abertura: SÓ LOUCO - Gal Costa
Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis
Oh, insensato coração
Por que me fizeste sofrer?
Por que de amor para entender
É preciso amar
Por que?
Só louco
Amou como eu amei
Só louco
Quis o bem que eu quis
Só louco, só louco...

Sinopse reescrita com exclusividade pelo Mofolândia. Ficha técnica, elenco e trilha sonora de referência pública.

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