
Ficha técnica
Sinopse de Pantanal
A história completa da novela de 1990.
A saga da família Leôncio começa quando Joventino chega ao Pantanal do Mato Grosso do Sul acompanhado do filho José, então com dez anos. Já estabelecidos, iniciaram uma criação de gado. Tempos depois, ao voltar de uma viagem em comitiva com os peões, Zé Leôncio descobriu que Joventino havia sumido no Pantanal depois de sair sozinho para caçar bois no mato. Sem encontrar o pai, Zé prometeu que traria um boi no laço todos os dias para a fazenda, apenas para manter a esperança de reencontrá-lo. Foi assim que se tornou um dos maiores criadores de gado da região.
Mais adiante, Zé Leôncio, em viagem ao Rio de Janeiro para cobrar uma dívida, conheceu e se apaixonou pela fútil e mimada Madeleine, moça de família rica. O pai dela, Antero, viciado em jogo, estava prestes a falir. O casamento de Madeleine com Zé Leôncio resgatou a família da ruína. Em contrapartida, ela teve de se mudar para o Pantanal. Mulher da cidade grande, não se acostumou ao mundo rural, à dura vida pantaneira nem à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, Madeleine pegou o filho recém-nascido no colo e voltou para o Rio de Janeiro.
Zé Leôncio tentou inutilmente reaver o menino, mas acabou aceitando deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa, então, a viver com Filó, sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu. Zé reconhece Tadeu como afilhado e o trata como um filho. O legítimo, Jove – que recebeu o nome do avô, Joventino –, já adulto, decide morar com o pai. Contudo, o choque cultural é enorme e ambos têm dificuldade para se entender. Sentindo-se rejeitado pelo pai, que considera o filho afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seus modos de rapaz da cidade, Jove retorna ao Rio.
Jove leva consigo Juma Marruá, moça criada de forma selvagem pela mãe, Maria, até a morte desta, assassinada por vingança no embate entre posseiros de terras e vítimas de grilagem. Assim como a mãe, dizem no Pantanal que Juma se transforma em onça-pintada. Após um período no Rio, onde agora é Juma quem sofre o choque cultural, Jove regressa ao Pantanal para não ter de se afastar de sua amada. Desta vez, ele está decidido a se adaptar ao modo de vida local. Jove começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se tornando um autêntico peão pantaneiro, para a surpresa de todos.
No Pantanal vive também o Velho do Rio, curandeiro idoso que cuida de quem é atacado por animais ou se perde na mata. Diz-se que ele se transforma em uma sucuri. Ou que seria Joventino, o pai desaparecido de Zé Leôncio. Este, por sua vez, descobre a existência de um terceiro filho, na verdade o mais velho dos três: Zé Lucas de Nada, fruto de sua primeira relação sexual, com uma prostituta. O sobrenome De Nada faz referência ao fato de ele não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar José Lucas Leôncio.
- núcleo de ZÉ LEÔNCIO (Paulo Gorgulho / Cláudio Marzo), hoje um rico criador de gado em uma fazenda no Pantanal Mato-Grossense. Homem prático e objetivo, esperto e com grande tino para negócio, além de exímio peão de boiadeiro. Porém, errou quando casou-se com uma moça da cidade grande, que, no passado, o abandonou levando o seu filho:
o pai JOVENTINO (Cláudio Marzo), desaparece misteriosamente no meio do mato e é dado como morto. Suspeita-se que ele seja o VELHO DO RIO , um senhor sábio e místico que conhece todos os mistérios do Pantanal. Dizem as lendas dos pantaneiros que o Velho do Rio se transforma em uma sucuri
o filho que desconhecia ZÉ LUCAS DE NADA (Paulo Gorgulho), motorista de caminhão. Filho da prostituta que iniciou o jovem Zé Leôncio na vida sexual. Faz um tipo solitário que passa a vida na estrada. Vai para o Pantanal e, sem saber, procura emprego na fazenda do próprio pai. O sobrenome De Nada é uma alusão ao fato de não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar JOSÉ LUCAS LEÔNCIO
a empregada FILÓ (Tânia Alves / Jussara Freire), pela dedicação ao patrão, tem acesso a todos os acontecimentos do passado da família. Ama Zé Leôncio e sonha viver como sua esposa. Apesar de não ser a mulher dele - que nunca se divorciou oficialmente da primeira -, Filó considera que vive muito bem na fazenda
o filho de Filó, TADEU (Marcos Palmeira), suspeita-se ser filho de Zé Leôncio. Está sempre próximo do "padrinho", como o chama, a quem admira e venera. Guarda uma certa mágoa por nunca ter sido considerado oficialmente seu filho, até que Zé Leôncio o assume como tal
o administrador da fazenda TIBÉRIO (Sérgio Reis), contratado para ajudá-lo a controlar os peões em suas comitivas com a boiada da fazenda. Violeiro, é um tipo simpático e justo
os peões: TRINDADE (Almir Sater), com Tibério forma uma dupla de violeiros. Rapaz misterioso que chegou não se sabe de onde. Diz ter um pacto com o "cramulhão", o que assusta o pessoal da fazenda,
e LEVI (Rômulo Arantes), homem forte e bonito. De olhar desconfiado e sempre atento, aos poucos revela um lado ambicioso e mau-caráter,
o chalaneiro ORLANDO (Ivan de Almeida), que faz o transporte de pessoas e bens pelos rios do Pantanal para as fazendas
o operador de rádio ARI (Luiz Henrique Sant'Agostinho), faz o contato, por meio de radioamador, entre sua fazenda e Campo Grande
os funcionários de seu escritório em São Paulo: DAVI (Júlio Levy) e MATILDE (Gláucia Rodrigues).
- núcleo de MADELEINE (Ingra Liberato / Ítala Nandi), mulher sofisticada, de família carioca rica, porém falida. Apaixonou-se na juventude por Zé Leôncio, que casou-se com ela salvando sua família da falência financeira. Não suportou a vida praticamente selvagem no Pantanal e abandonou o marido e a fazenda levando consigo o filho recém-nascido. Morre no decorrer da trama, vítima de um desastre aéreo:
o filho JOVENTINO , o JOVE (Marcos Winter), do casamento com Zé Leôncio. Rapaz irresponsável, boa-vida, não é chegado ao trabalho. Só conhece o pai depois de adulto, quando, por vontade própria - e para desgosto da mãe - resolve ir atrás dele no Pantanal. Porém, em um primeiro momento, não se acostuma à vida na fazenda. Apaixona-se por uma pantaneira e, em nome desse amor, resolve provar ao pai que pode ser um ótimo peão de boiadeiro
os pais: ANTERO NOVAES (Sérgio Britto), homem despreocupado e um tanto irresponsável. Por causa de jogo, leva a família à beira da falência, até que o casamento da filha com Zé Leôncio os livra da ruína financeira. Morre na primeira fase da trama,
e MARIANA (Nathalia Timberg), mulher extremamente prática, detém o poder da família nas mãos, já que o marido é viciado em jogo e não esquenta a cabeça com questões financeiras. A família só não fica na miséria por esforço dela
a irmã IRMA (Carolina Ferraz / Elaine Cristina), bonita e inteligente, mas que ficou presa a uma paixão platônica pelo cunhado Zé Leôncio. Depois de mais de vinte anos, decide ir atrás de seu amor no Pantanal, mas acaba se envolvendo com Zé Lucas e, depois, com Trindade
o amigo GUSTAVO (José de Abreu), de família tradicional e rica. Apaixonado por ela, sempre teve esperanças de casarem-se, mas ela apenas o usa em nome de amizade. É ele quem traz Madeleine do Pantanal de volta ao Rio, quando ela resolve abandonar Zé Leôncio
a ex-namorada de Jove, NALVINHA (Flávia Monteiro), ainda apaixonada por ele. Faz de tudo para tê-lo, mas é sempre rejeitada. Tem um relacionamento afetivo com Gustavo, que mal evolui por causa de sua imaturidade e fixação em conquistar Jove
o mordomo ZAQUEU (João Alberto Pinheiro), tipo afeminado, tem necessidade de se mostrar útil e, para isso, intromete-se nos assuntos pessoais da família. Acaba também indo para o Pantanal, onde sofre preconceito por ser gay .
- núcleo de JUMA MARRUÁ (Cristiana Oliveira), nascida nas águas do Pantanal, onde sua mãe fez o parto sozinha. Selvagem e arredia, nunca saiu da terra onde nasceu e não sabe ler nem escrever. Mora sozinha em uma tapera no meio do mato. Os pantaneiros dizem que, como acontecia com sua mãe, ela se transforma em onça-pintada. Arrebata o coração de Jove e os dois vivem um complicado caso de amor, marcado pelas diferenças entre eles:
os pais: GIL (José Dumont), posseiro, estabeleceu-se no interior do Paraná com a mulher e o filho primogênito. Com o assassinato do filho, migrou com a mulher para o Pantanal, indo morar em uma tapera nas terras de Zé Leôncio, com a permissão dele. Acabou morto em tocaia, motivada por uma vingança,
e MARIA MARRUÁ (Cássia Kiss), mulher forte, valente, endurecida pela vida. Não se conforma com a perda do filho. Recebeu esse nome dos pantaneiros em referência aos marruás, bois bravos e não-domesticados. Com a morte do marido, criou a filha sozinha. As lendas dos pantaneiros contam que Maria, mesmo depois de morta, transforma-se na onça-pintada que rodeia a tapera para proteger sua filha
o irmão mais velho CHICO (Enrique Diaz), perde a vida tentando salvar a família dos incêndios provocados pelo dono das terras ocupadas
a falsa amiga MUDA (Andrea Richa), aparece pedindo acolhida e vai conquistando sua amizade. Pelo fato de ela não falar, Juma não entende como Muda apareceu e de onde veio. Seu pai foi assassinado por Gil Marruá e sua mãe lhe pediu que o vingasse. Muda então contrata um jagunço que mata Maria Marruá, mas, aos poucos, apieda-se de Juma e desiste de vingar-se dela, tornando-se sua amiga verdadeira. Quando é descoberto que não é muda, revela seu nome: MARIA RUTH . É objeto de desejo de Tibério e com o tempo relaciona-se com ele.
- núcleo de TENÓRIO (Antônio Petrin), fazendeiro que chegou recentemente na região onde mora Zé Leôncio, no Pantanal. Homem tinhoso, bruto e de caráter duvidoso. Tem nas costas um passado de mortes por causa de posses ilegais de terras, de quando era grileiro no Paraná. Foi - indiretamente - o responsável pela chacina que vitimou o irmão de Juma e o pai de Muda:
a esposa MARIA , que ele chama pejorativamente de BRUACA (Ângela Leal), inclusive na frente de desconhecidos. Totalmente submissa e dedicada ao lar. Aos poucos, vai se revoltando contra o marido e ganhando autoconfiança para enfrentá-lo e livrar-se de seu jugo
a filha GUTA (Luciene Adami), recém-formada em São Paulo, foi ao Pantanal para "arejar a cabeça". Tem ideias libertárias, afrontando o pai. No início, apaixona-se por Jove, sem saber que ele ama Juma. Depois, envolve-se com Tadeu, que fica apaixonado por ela
o peão ALCIDES (Ângelo Antônio), rapaz trabalhador, apaixona-se por Guta, que, a princípio, alimenta seus desejos, mas depois passa a desprezá-lo. Mais tarde, Alcides envolve-se com a patroa Maria, com quem passa a manter um tórrido caso de amor. Alcides, na verdade, foi trabalhar para Tenório porque também pretende vingar a morte de sua família, que ele atribui ao patrão
a empregada ZEFA (Giovanna Gold), contratada quando Maria passa a se negar a trabalhar em casa para o marido. Moça fofoqueira, intrometida e sem papas na língua. Apaixona-se por Tadeu.
- núcleo de ZULEICA (Rosamaria Murtinho), mulher de Tenório em sua outra família, que ele mantem em segredo em São Paulo. Este fato é descoberto por Guta, que não diz nada à mãe, para não magoá-la. Depois que Maria descobre a segunda família do marido, passa a desafiá-lo:
os filhos: MARCELO (Tarcísio Filho), rapaz honesto e de boa índole, por quem Guta se apaixonou em São Paulo sem saber tratar-se de seu meio-irmão. Guta afastou-se quando, por acaso, descobriu a segunda família do pai, partindo para o Pantanal para esquecê-lo. No entanto, Marcelo volta à sua vida, trazido ao Pantanal pelo pai. Ao longo da trama, é revelado que não é filho de Tenório, o que possibilita a ele e Guta concretizarem seu amor,
RENATO (Ernesto Piccolo), o mais parecido com o pai, rapaz ardiloso e ambicioso, mais preocupado em levar proveito dos bens do pai no Pantanal,
e ROBERTO (Eduardo Cardoso), o caçula. Estudioso e introspectivo. Suspeita do pai e passa a investigá-lo, descobrindo seu passado de crimes.




