
Ficha técnica
Sinopse de Paraíso
A história completa da novela de 2009.
Eleutério adquiriu uma relíquia bem peculiar: um diabinho preso dentro de uma garrafa. Guardou-a escondida, apesar dos protestos – das empregadas, dos colonos e de Nena, sua esposa. Quando, no entanto, a mulher morreu após dar à luz o filho do casal, não demorou para que o povo responsabilizasse o tal diabinho pelo ocorrido. E, pior ainda, lhe atribuísse a paternidade do recém-nascido. O menino cresceu e a lenda se perpetuou. O inquieto José Eleutério, o Zeca, herdou e fez por merecer a fama que carregava desde o berço. Onde quer que chegasse, era apontado como o "filho do diabo". Zeca foi alimentando a crença do povo e fazendo a história do diabo virar lenda. Peão de espírito aventureiro, desafiava a morte montando touros bravos.
O rapaz passou oito anos estudando no Rio de Janeiro. Voltou formado à fazenda do pai, nas proximidades da cidade de Paraíso, e recebeu o apelido de "peão dotô". Pouco ligado aos títulos, o que ele realmente queria era percorrer as estradas montado em seu cavalo. Com os diplomas na parede, saiu em comitiva, sem imaginar a surpresa que o esperava. No caminho de volta para casa, Zeca e o amigo Terêncio galopavam em suas montarias pela estrada que conduzia à fazenda de Eleutério. No sentido contrário, vinha a charrete da santinha. Seu olhar encontrou o da doce Maria Rita. Foi o suficiente para que ali nascesse uma bela e conturbada história de amor.
Diferentemente de Zeca, Maria Rita viveu parte de sua vida em um colégio de freiras. Desde menina, carrega a fama de ser santa. A mãe beata, Mariana, criou-a na igreja. E mais: prometeu que a filha se tornaria freira e passou a vida espalhando versões sobre sua santidade. O pai, o fazendeiro Antero, nunca teve forças para se opor às histórias inventadas pela mulher. No dia da ordenação da filha, Antero comemorou quando a madre superiora confirmou o que ele já pressentia: Maria Rita não tinha vocação. Mariana se desesperou, chorou, esperneou e se revoltou com a decisão da jovem, que enfim retornou para casa. Destino! Maria Rita só compreendeu isso quando seus olhos encontraram os do filho do diabo.
A incrível história de amor entre Zé Eleutério, o filho do diabo, e Maria Rita, a santinha, numa pequena cidade chamada Paraíso. Um amor que se intensifica quando ela, rezando isolada em seu quarto, consegue o "milagre" de curar Zé Eleutério, que ficara aleijado após sofrer uma queda. Em retribuição à graça alcançada, ela parte para o convento, realizando o sonho da mãe. Ele, apaixonado e agradecido, rapta a futura freirinha.
- núcleo de JOSÉ ELEUTÉRIO , o ZECA (Eriberto Leão), peão de boiadeiro, inquieto, corajoso, conhecido como o FILHO DO DIABO . Foi criado solto nos pastos, onde se sente mais à vontade. Formou-se no Rio de Janeiro, mas prefere a vida livre do campo. No início da trama, está retornando para a casa do pai:
o pai, o CORONEL ELEUTÉRIO (Reginaldo Faria), fazendeiro em Paraíso. Homem rústico e bem humorado, amante de uma boa prosa. Apesar das histórias que contam a seu respeito, tem um enorme coração
a cozinheira ZEFA (Soraya Ravenle), viúva de um capataz da fazenda que morreu ao defender a honra do patrão. Simples, cheia de crendices e medos, alimenta uma paixão secreta pelo velho Eleutério
a filha de Zefa, ROSINHA (Vanessa Giácomo), apaixonada por ele, com quem foi criada. Sofre porque Zeca a considera uma irmã. Os dois acabam se casando, mas são infelizes nessa união
os peões da fazenda: TERÊNCIO (Alexandre Nero), melhor amigo de Zeca, é apaixonado por Rosinha mas não tem coragem de assumir essa paixão,
ZÉ CAMILO (Daniel), violeiro cantador, é a principal atração nas rodas de viola
e TÓBI (Alexandre Rodrigues), criado na fazenda, empregado de confiança. Um tipo simpático e meio ingênuo
a empregada DAS DORES (Lidi Lisboa), braço direito de Zefa nos afazeres domésticos, amiga de Rosinha. Viva, alegre, curiosa e de língua solta. Aos poucos, Tóbi conquista o seu coração
o capataz da fazenda TIBÚRCIO (Robert Guimarães).
- núcleo de MARIA RITA (Nathalia Dill), conhecida como SANTINHA , a quem o povo atribui poderes milagrosos. Moça bonita, de sonhos reprimidos. Vive em conflito, sem saber que rumo tomar na vida. Tem uma grande cumplicidade com o pai, que não aprova as manias de sua mãe, uma beata fervorosa. Fica ainda mais perturbada quando se apaixona por Zeca. Larga o convento para viver a sua vida e não o sonho da mãe, que queria que ela fosse freira:
os pais: ANTERO (Mauro Mendonça), homem simples e justo, desconfiado e um tanto fechado. Não aprova a lenda que corre de que ela é santa. Apoia a filha em suas decisões,
e MARIANA (Cássia Kiss), carola ao extremo. Criou a filha em uma redoma, obrigando-a a cumprir promessas de castidade, e quer que ela seja mesmo uma santa. Fica decepcionada quando a filha decide sair do convento, onde era noviça. Tenta a todo custo impedir seu romance com Zeca
o PADRE BENTO (Carlos Vereza), pároco de Paraíso. Faz de tudo um pouco, mas gosta mesmo é de uma boa partida de bilhar, nas quais busca donativos. Conselheiro de Maria Rita, é contra o mito de que ela seja santa. Tenta conter as sandices de Mariana
a empregada CANDINHA (Chris Vianna)
a ex-empregada TONHA (Manuela do Monte), amiga de Candinha
o peão JUCA (Luciano Vianna).
- núcleo da pensão de DONA IDA (Walderez de Barros), simpática e generosa, sua maior riqueza é a neta. Na sua simplicidade, revela argúcia e sabedoria:
a neta ANA CÉLIA , a ANINHA , (Juliana Boller), caipirinha inocente e ingênua, deslumbrada com as coisas da cidade grande. Não dá bola para os rapazes da região
os inquilinos OTÁVIO (Guilherme Winter), jornalista que vem trabalhar em Paraíso e se interessa por Aninha no início. No decorrer da trama, casa-se com a filha do prefeito da cidade e, depois, apaixonado por Maria Rita, acaba abandonado no altar por ela
RICARDO (Guilherme Berenguer), companheiro de Otávio que chega com ele a Paraíso. Publicitário, apaixona-se por Aninha, com quem acaba se casando
e MARCOS (João Sabiá), engenheiro e piloto de avião que chega a Paraíso logo depois. No final da novela, morre em uma queda, no meio de um show de piruetas
as amigas de Aninha: EDITE (Paula Barbosa), que engravida de Marcos. Expulsa de casa, é amparada por Dona Ida,
JACIRA (Caroline Abras), CLEUSINHA (Lucy Ramos), NINA (Mareliz Rodrigues) e LENI (Aisha Jambo) - as "regateiras".
- núcleo de MARIA ROSA (Fernanda Paes Leme), professora formada, estudou no Rio de Janeiro. Moderna e esclarecida, faz um contraponto com as moças caipiras de Paraíso. É o melhor partido da cidade, tanto por ser rica quanto por ser filha do prefeito. Disputada pelos amigos Otávio e Ricardo, casa-se com o primeiro, mas o casamento fracassa:
os pais: NORBERTO (Leopoldo Pacheco), prefeito de Paraíso, tipo bem intencionado, mas inábil para vencer a resistência dos políticos locais e empreender obras de que a cidade necessita. Tem uma visão simples e precisa dos vícios da política,
e AURORA (Bia Seidl), companheira do marido, apesar de viver criticando suas atitudes na prefeitura. Ao longo da trama, revela-se uma grande política, a ponto de disputar a prefeitura contra o marido nas próximas eleições. Morre no decorrer da trama, em um acidente de carro
a empregada EFIGÊNIA (Luciana Barbosa)
o funcionário da prefeitura ARISTIDES (Gilberto Miranda).
- núcleo de GERALDO VALFRIDO (Lucci Ferreira), dono da rádio local, a "Voz do Paraíso". Rapaz do interior, porém esclarecido. Ama sua terra e sua gente e vira o maior opositor de Otávio e Ricardo, aos quais chama de aventureiros, principalmente quando percebe o interesse de Maria Rosa por eles. É apaixonado pela moça, e tem o apoio da mãe dela. Une-se finalmente à sua amada quando o casamento dela com Otávio fracassa:
o locutor ALFREDO MODESTO (Genézio de Barros), tem um programa na rádio em que critica os políticos da cidade. Teve um caso com Aurora, com quem estava no acidente de carro. Os dois são dados como mortos, mas Alfredo reaparece, vivo
o operador de som ISIDORO (Jackson Costa), seu amigo.
- núcleo de BERTONI (Kadu Moliterno), proprietário do melhor bar da cidade, onde os moradores se reúnem para jogar sinuca, discutir política ou tomar cerveja:
o pai NONO (José Augusto Branco), idoso já esclerosado, o que enche o filho de preocupações
a empregada ZULEICA (Cristiana Oliveira), amiga de Zeca da capital que se estabelece em Paraíso. Vai ser disputada por Bertoni e Nono, pai e filho que se apaixonam por ela
o atendente no bar DUDU (Paulo de Almeida)
os frequentadores do bar: o farmacêutico VADINHO (Cláudio Galvan), dono da farmácia da cidade, onde desenrolam-se grandes debates sobre a política, o que o leva a ser atuante no tema,
ZÉ DO CORREIO (Cosme dos Santos), carteiro sempre bem informado. É um leva-e-traz, mas nunca toma partido, com medo de perder o emprego,
CAPITA (Gésio Amadeu) e PEDRO DO POSTO (Hugo Gross).



