
Ficha técnica
Sinopse de Perigosas Peruas
A história completa da novela de 1992.
Cidinha e Leda cultivam uma amizade que vem desde a infância. As duas vieram ao mundo no mesmo dia, na mesma hora, dentro do mesmo hospital. Anos mais tarde, já na faculdade, acabaram apaixonadas pelo mesmo rapaz, Belo, que engravidou ambas. Quem saiu vencedora foi Cidinha, que se casou com ele. O destino seguiu pregando coincidências às duas amigas: elas deram à luz no mesmo dia, no mesmo horário e no mesmo hospital. Duas meninas.
O bebê de Cidinha não resistiu. Belo então trocou as crianças, e Leda passou a acreditar que tinha sido ela a perder a filha. Foi aí que a amizade ruiu e cada uma trilhou um caminho diferente. Cidinha se acomodou no papel de dona de casa, sem nunca cogitar uma carreira. Já Leda virou uma jornalista de sucesso, avessa à ideia de casamento e de filhos. Apesar de contentes com suas escolhas, no fundo cada uma inveja um pouco a vida da outra.
Muito tempo depois, Leda resolve retornar ao Brasil. O reencontro das duas amigas faz ressurgir velhas rivalidades em torno do mesmo homem. Quando descobre que as crianças haviam sido trocadas, Leda começa a brigar com Cidinha pelo amor de Belo e pela guarda da filha, a agora adolescente Tuca, que mergulha num profundo conflito ao saber que tinha sido trocada na maternidade.
Enquanto isso se desenrola o drama de Cidinha e Leda, Belo se mete nos negócios sujos da mafiosa família Torremolinos, um esquema de contrabando chefiado pelos poderosos primos Dom Franco e Dom Branco Torremolinos. Para derrubar os mafiosos, entra em cena a desastrada turma do delegado Venâncio: os policiais Paulinho Pamonha, Teio, Giovanni, Johann, Romano e Joana.
- núcleo de CIDINHA (Vera Fischer), dona de casa esforçada, ingênua e ansiosa, naturalmente atrapalhada. Faz força para tudo dar certo, mas acaba fazendo tudo errado ou, pelo menos, não conseguindo agradar a todos ao mesmo tempo. Anulou sua personalidade para ser só esposa e mãe. Adora o marido e os filhos, mas não está realizada no casamento. Morre de inveja de uma amiga do passado, porque as duas fizeram juntas uma prova para conseguir um estágio em um jornal e a amiga ficou com a vaga. Porém, Cidinha ficou com o marido, como se o destino distribuísse dois prêmios, um para cada uma:
o marido BELO (Mário Gomes), que Cidinha pensa trabalhar com negócios de importação e exportação de uma rica e poderosa família, mas ele não passa de um empregado da máfia, levando uma vida dupla. Esconde de Cidinha que trabalha com contravenção porque o pai dela é policial. Não deixa faltar nada em casa, ama os filhos e está sempre pronto para o amor com a mulher, mas é narcisista e infiel, com várias namoradas. Fica balançado com a volta de uma antiga namorada. Pego em flagrante por Cidinha, tem sua vida virada de cabeça para baixo
os filhos: TUCA (Natália Lage), menina brilhante, percebe o quanto a mãe é maltratada pelas exigências do pai. Construiu uma personalidade de menino, que recusa um pouco o lado feminino. Sempre critica a mãe, embora seja sua amiga e conselheira, e fica transtornada quando descobre que não é sua filha legítima,
TONINHO (Igor Logullo) e ZAZÁ (Adriana Tausz), os menores
o pai VENÂNCIO (Flávio Migliaccio), homem duro e, ao mesmo tempo, carinhoso. Ex-militar, muito honesto, é um delegado de polícia do tipo implacável, que não livra a cara de ninguém. Cidinha acha que o pai é um amigão e que vai protegê-la para o resto da vida, mas essa ilusão é logo desfeita. Tem um filho cuja relação foi interrompida quando ele tinha dez anos e fugiu de casa, sob a acusação de ter acidentalmente matado a mãe, um assunto doloroso na família
os sogros, pais de Belo: MICHELÂNGELO (Carlos Kroeber), homem apagado pela exuberante mulher,
e GEMA (Nair Bello), uma legítima mamma italiana. Foi muito pobre e isso a irrita profundamente. Jamais gostou da nora e a acusa de ser incompetente. Acha o marido um "zero à esquerda" e se comporta como viúva de filho único. Dá força para Belo ficar com a ex-namorada e largar Cidinha, só para separar o filho. Mais tarde, reconhece que a nora fazia bem a ele
a vizinha ZU (Cissa Guimarães), amiga, mas folgada. Sente atração por Belo, mas não considera isso uma traição, já que só quer "tirar uma casquinha".
- núcleo de LEDA (Sílvia Pfeifer), ex-melhor amiga de Cidinha. Mulher sofisticada, chique, inteligente, prática e sarcástica. Independente, frequentemente solitária, parece ter tudo, mas sente falta de amar, de não dividir nada com ninguém. Jornalista respeitada, retorna dos Estados Unidos disposta a resolver o que deixou para trás: o amor de Belo. Faz a linha durona, que não chora e foge da emoção o tempo todo. Porém, sua aparência de mulher resolvida é pura fachada e a aversão que tem por marido e filhos é consequência de ter sido preterida por Belo, que escolheu Cidinha, e perdido o bebê que esperava dele. Descobre que sua filha está viva: é Tuca, criada por Cidinha, que nunca soube que ela fora trocada na maternidade por Belo:
a governanta WALKÍRIA (Rosita Thomaz Lopes), mulher fina, de bom gosto, com quem conversa sobre tudo. De vez em quando, quebra a rigidez da patroa com bons e divertidos conselhos. Conhece-a profundamente
o ex-namorado PEDRO HENRIQUE , o PH (Vitor Branco), editor do jornal onde trabalha. Com inveja do casamento de Belo e Cidinha, Leda o pede em casamento, mas ele esquece que a bajulou a vida inteira e diz que não está a fim de casar
a amiga MAYARA (Márcia Dornelles), colega de profissão.
- núcleo de DOM FRANCO TORREMOLINOS (Cassiano Gabus Mendes), velho de 99 anos, ainda lúcido, mas que só anda em cadeira de rodas. É o patriarca da rica e poderosa família Torremolinos, mafiosos que comandam uma organização de contrabando, para a qual Belo trabalha. Ladino, safado e perigoso, exige muito respeito por parte dos filhos e os deixa inseguros porque ainda não escolheu seu sucessor, mas demonstra uma clara preferência pelos empregados. Tarado pela enfermeira, vive fazendo estripulias em sua cadeira de rodas:
os filhos: CERVANTES (John Herbert), não tem índole de gangster , mas briga com o irmão pela sucessão familiar. Contudo, todos sabem que se os negócios caíssem em suas mãos, toda a família iria à falência na semana seguinte,
e HECTOR (Guilherme Karam), frio e ambicioso, totalmente infiel ao pai e ao irmão. Consegue ludibriar todo mundo e roubar a própria família. Tem uma relação sadomasoquista com a esposa
a nora DIANA (Beth Goulart), mulher de Hector. Perua perigosa, bebe sem parar e passa o tempo tentando chamar a atenção do marido. Deixa claro que está entediada com a vida que leva ao lado dele. Sugere que casou por dinheiro, mas, no fundo, é apaixonada por Hector
a neta MANUELA (Cláudia Lira), filha de Cervantes. Moça mimada, vive andando de lingerie pela casa, clamando por repreensão. Parece uma irrecuperável "filhinha de papai"
o marido de Manuela, FLAVINHO (Gilbran Chalita), seu capacho
o primo DOM BRANCO TORREMOLINOS (José Lewgoy), praticamente o substitui quando morre
o empregado JAÚ (Alexandre Frota), que trabalha para os Torremolinos juntamente com Belo. O que complica o seu trabalho é a atração que sente por Manuela, com quem mantem um caso. Envolve-se com Leda.
- núcleo de JOÃO MALUCO (Felipe Martins), irmão de Cidinha, filho de Venâncio. Vive sozinho e traz um traço de autodestruição, resultante do trauma sofrido na infância. Acreditou na versão do pai sobre a morte da mãe e, sentindo-se culpado, voltou-se totalmente para si mesmo. É calado, ressabiado, mal encarado, um "bicho do mato". É brigado também com Cidinha porque, ao flagrar Belo traindo a irmã e contar para ela, foi tratado como intrigueiro:
MARIA DOIDA (Sílvia Buarque), menina "descolada" com quem vive uma grande paixão
PIMENTA (Ana Paula Bouzas), golpista, pensa que é a “rainha da cocada”, mas, no fundo, é uma moleca romântica. Fica louca de amores por Anjo e o persegue. Vai envolver-se com João Maluco.
- núcleo de VIVIAN (Nicette Bruno), escriturária da delegacia, amante do Delegado Venâncio. Mulher solar, voluntariosa, vaidosa. Com a sensualidade de uma vedete, usa roupas justas para valorizar o corpo e chamar a atenção. Paparica as filhas e acha os genros uns fracassados:
as filhas: CAROLINE (Françoise Forton), inferniza a vida do marido. Esteticista ambiciosa e perigosa,
e TEIA (Bianca Byington), metida e ambiciosa como a irmã, mora com o marido na casa da mãe. Bate nele na frente de todos, mas é apaixonada
os genros: PAULINHO PAMONHA (Tato Gabus Mendes), marido de Caroline. Policial competente, mas desacreditado, passa horas na delegacia investigando crimes por meio da avaliação do lixo dos suspeitos. Faz o estilo estudioso, que trabalha na polícia porque gosta de desvendar mistérios, não porque aprecie violência, já que é tímido e inseguro. Apaixona-se por Cidinha,
e TEIO (Rômulo Arantes), marido de Teia. Também policial, trabalha com Vivian e Paulinho. No trabalho, faz a linha "durão", que resolve tudo na base da força, mas em casa apanha da mulher. Atrapalhado como seus companheiros da delegacia, disputa com eles os elogios do Delegado Venâncio
os netos: PATRÍCIA (Viviane Novaes) e VITOR (Demian Temponi), crianças, filhos de Caroline e Paulinho.
- núcleo da delegacia onde atuam Venâncio, Paulinho Pamonha e Teio, cuja principal missão é desbaratar as ações da família Torremolinos:
GIOVANNI (Gerson Brenner), policial fortão, grosso, ignorante e trapalhão. Descendente de italianos, é bem-humorado, daqueles que perdem um amigo mas não perdem a piada
JOHANN (Irving São Paulo), investigador ligado em técnicas de relaxamento e filosofia zen. Tem jeito de menino abandonado, que precisa de colo, mas, na verdade, sabe usar a timidez a seu favor
ROMANO (Alberto Baruque), o mais incompetente. Não consegue escrever direito e só prende marginal inofensivo. Complementa seu parco salário vendendo esfirras no serviço
JOANA (Fabiana Scaranzi), policial eficiente, de ótima pontaria, especialista em lutas marciais. Porém um tanto ingênua, não consegue conciliar a vida pessoal com a violência em torno do trabalho
JOANINHA PESSOA (Inês Galvão), policial que entra temporariamente no lugar de Joana
DONA AMBRÓSIA (Leina Krespi), mãe de Romano. Tem um casarão no bairro da delegacia, que transformou em pensão para garantir a sobrevivência. Faz as esfirras que o filho vende.


