
Ficha técnica
Sinopse de Saramandaia
A história completa da novela de 2013.
Os habitantes da pequena Bole-Bole querem trocar o nome da cidade por Saramandaia. De um lado estão os Mudancistas, encabeçados pelos irmãos Evangelista: João Gibão (Sérgio Guizé) e o prefeito Lua Viana (Fernando Belo), envergonhados pela origem do nome, ligada a uma aventura local de D. Pedro I. De outro, o partido da oposição, formado pelos Tradicionalistas, liderados pelo Coronel Zico Rosado (José Mayer), que invocam motivos históricos para preservar o nome.
Enquanto a questão central não se decide, Bole-Bole é palco dos maiores absurdos: João Gibão (Sérgio Guizé) tem asas; Zico Rosado (José Mayer) solta formigas pelo nariz; Dona Redonda (Vera Holtz) explode de tanto comer; Tibério Vilar (Tarcísio Meira), de tanto ficar em casa, criou raízes - literalmente; Seu Cazuza (Marcos Palmeira) ameaça cuspir o coração toda vez que se emociona; Marcina (Chandelly Braz), ao se excitar, fica em brasa e queima tudo ao redor; e o Professor Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes), além de virar lobisomem, não dorme há anos.
Enquanto isso, a bem-sucedida empresária Vitória Vilar (Lilia Cabral) volta à cidade. Viúva, ela retorna a Bole-Bole para reparar um erro do passado e pôr fim à antiga rivalidade entre as famílias Vilar e Rosado. O conflito começou tempos atrás, nas desavenças entre seu pai, Tibério, e o falecido marido de Candinha Rosado (Fernanda Montenegro), deixando vítimas dos dois lados.
A velha rixa também marcou profundamente o coração de Vitória, quando ela se apaixonou por Zico Rosado. O romance, porém, não resistiu, diante da decisão de não seguirem o destino trágico imposto por seus pais. Com a volta de Vitória, o ódio e o rancor de Zico se dissolvem já no primeiro encontro. A paixão renasce entre os dois, dando origem a uma sucessão de novos conflitos e à revelação de antigos segredos.
- núcleo de JOÃO GIBÃO (Sérgio Guizé), morador da pequena cidade de Bole-Bole, no Nordeste brasileiro. Idealista, sonhador, introspectivo e solitário, tem muitos conflitos. Sofre por ter nascido com asas. Com medo de ser ridicularizado, esconde-as sob um gibão. É apaixonado pela namorada, mas nunca se relacionou intimamente com ela por medo que um possível filho herde sua sina. Possui um dom especial: tem visões, consegue prever o que vai acontecer. Isso faz com que parte da população da cidade tenha medo dele:
o irmão LUA VIANA (Fernando Belo), é o prefeito apartidário de Bole-Bole. Tenta se manter distante da disputa entre as famílias rivais da região e os dois partidos, o saramandista e o bolebolense. Conciliador e querido pelo povo, é um homem honesto, ético e fiel. Mas há quem o acuse de ficar em cima do muro. De origem humilde, progrediu na vida com dedicação aos estudos, que concluiu na capital
a mãe DONA LEOCÁDIA (Renata Sorrah), viúva, mulher sensível, modesta e respeitada na cidade. Tem força e ternura ao mesmo tempo. É artesã, faz trabalhos em renda e couro. Tenta fazer Gibão entender que as diferenças não podem ser motivo de vergonha. Usa uma grande tesoura de jardinagem para aparar as asas que o filho esconde.
- núcleo de VITÓRIA VILAR (Lília Cabral), empresária de sucesso, vivia em São Paulo. Volta a Bole-Bole ao ficar viúva, após trinta anos morando fora. É uma mulher voluntariosa, temperamental e geniosa, mas também é bem-humorada, inteligente e vaidosa. Tenta lutar contra o seu coração, mas seu corpo entrega o que sente: ela, literalmente, se derrete quando está apaixonada:
o pai TIBÉRIO (Tarcísio Meira), um homem violento e prepotente no passado que hoje passa os dias em casa, interagindo pouco, sentado em uma poltrona. De tanto ficar imóvel, está literalmente criando raízes. Manteve a rixa que seus antepassados tinham com uma família inimiga. Fala pouco, cochila muito e se prende às lembranças do passado
os filhos: ZÉLIA (Leandra Leal), formada em veterinária, ama a natureza e os animais. Geniosa e briguenta como a mãe, é a favor das mudanças na cidade para acabar com a corrupção dos poderosos. Por causa disso, entra em conflito com o noivo, Lua, o prefeito apartidário. Líder dos saramandistas, é radical nas suas posições políticas,
PEDRO (André Bankoff), rapaz bonito, atlético e briguento. Foi um adolescente difícil e rebelde até passar uns tempos com o avô e se descobrir um homem do campo. Administra com eficiência a fazenda da família, mas detesta receber ordens ou ser cobrado,
e TIAGO (Pedro Tergolina), o caçula. Tímido, estudioso e inteligente. Morava com a mãe em São Paulo e não entende por que os irmãos gostam de viver no campo. Gosta da agitação e do barulho da cidade grande, é ligado em tecnologia e tem uma sensibilidade maior do que os rapazes de sua idade
a governanta CLEIDE (Ilva Niño), sensata e fiel aos patrões. Viúva sem filhos, tem orgulho de trabalhar há várias gerações para a família Vilar.
- núcleo da família de ZICO ROSADO (José Mayer), fazendeiro poderoso, descendente dos fundadores de Bole-Bole. Dono de canaviais e de usina de açúcar e álcool. Uma de suas lutas é manter o nome da cidade, orgulho de sua família. Não admite perder a sua posição para os jovens mudancistas. É aferrado ao poder, arrogante e egoísta. Em situações de raiva, bota formigas pelo nariz. Inimigo da família Vilar, no passado envolveu-se com Vitória e foi abandonado por ela. Refez a vida, mas nunca esqueceu a rejeição do primeiro amor. Odeia Vitória, mas, por baixo do rancor, ainda há amor e desejo, que reacendem com o retorno dela:
a mãe DONA CANDINHA (Fernanda Montenegro), matriarca que ainda guarda a atitude poderosa de quem foi líder do clã, ao ficar viúva cedo. Costuma conversar com galinhas “imaginárias”, que só ela vê. A família acha que está ficando caduca, mas é esperta e percebe tudo o que acontece à sua volta. Foi a paixão da juventude de Tibério Vilar
a mulher HELENA (Ângela Figueiredo), passou por um grande sofrimento ao perder o filho em uma emboscada armada por Tibério Vilar. Seu alento é a neta, que trata como filha. Mulher culta, se veste bem. Gosta do marido e evita contrariá-lo, sem ser submissa. Mas ele não a ama
a neta STELA (Laura Neiva), órfã. Jovem moderna e tecnológica, apesar de ter crescido na fazenda. De personalidade firme, é inteligente e meiga. Apaixona-se por Tiago Vilar, com quem viverá um romance ao estilo Romeu e Julieta, por causa da rixa entre suas famílias. Suas lágrimas têm um poder especial: fazem renascer algo que estava sem vida, como uma flor murcha, por exemplo
a filha LAURA (Lívia de Bueno), bela, sensual e impetuosa, tem uma relação difícil com o pai. Na juventude, foi enganada por um malandro, que a seduziu e a abandonou. Foi embora da cidade anos atrás, deixando o noivo. Volta a Bole-Bole mais experiente e menos sonhadora e ingênua
o afilhado e braço-direito, CARLITO PRATA (Marcos Pasquim), dissimulado, ambicioso e mau-caráter. Mas com seu jeito encantador e sorridente, consegue esconder sua verdadeira índole. Morava no Rio de Janeiro e volta a Bole-Bole para ajudar o padrinho a impedir a mudança de nome da cidade. Enganou Laura no passado e, ao reencontrá-la, tenta seduzi-la de novo
o capataz FIRMINO (Val Perré), realiza serviços pouco ortodoxos para o patrão sempre que necessário. É forte, rústico, calado, competente e fiel
e empregada DAS DORES (Dja Martins), mãe de Firmino, uma das poucas pessoas que têm paciência com Candinha. Seu sonho é que o filho abra o próprio negócio e se case com uma boa moça. Tem medo da influência que o patrão exerce sobre o filho.
- núcleo de SEU CAZUZA (Marcos Palmeira), conservador e metódico, é o dono da única farmácia da cidade. Nas discussões políticas, nas quais sempre defende Zico Rosado, costuma se exaltar e botar, literalmente, o coração pela boca. Vive discutindo com a mulher para saber quem dá a última palavra:
a mulher MARIA APARADEIRA (Ana Beatriz Nogueira), ex-parteira oficial da região, hoje, não tem mais trabalho. É fofoqueira, ambiciosa e exibida. Sonsa, fala mal de todo mundo pelas costas. É tradicionalista, tem medo do novo e acha que todos os problemas da cidade são causados pelos mudancistas. Tem horror a quem foge do padrão
a filha MARCINA (Chandelly Braz), moça simples e romântica, ama João Gibão e sofre por saber que ele esconde um segredo. Seu corpo arde de paixão pelo namorado a ponto de inflamar tudo ao redor. Os pais são contra o namoro, pelo simples fato de acharem João Gibão "diferente".
- núcleo de ENCOLHEU (Matheus Nachtergaele), chefe de gabinete do prefeito Lua Viana. É apaixonado pela mulher e eles têm uma relação intensa e sensual. Considera o corpo da esposa perfeito e uma tentação. Na garotice, um boi zebu quebrou todos os ossos do seu corpo. Desde então, passou a fazer previsão do tempo: conforme o osso que dói, ele sabe o tempo que vai fazer no dia seguinte:
a mulher DONA REDONDA (Vera Holtz), seu verdadeiro nome é EVANGELINA , mas ganhou o apelido por causa de suas formas avantajadas. É voluptuosa, come com prazer e sem culpa. Sensual e apaixonada pelo marido. Tradicionalista ferrenha, é rabugenta e intolerante. Adora opinar na vida dos outros, mas não admite que falem de sua vida. No decorrer da trama, vai explodir de tanto comer. É quando chega à cidade a sua irmã, BITELA , idêntica fisicamente
a filha BIA (Thais Melchior), moça bonita, a favor das transformações de Bole-Bole. Administra o site “Saramandaia já”, que é porta-voz dos mudancistas. Namora Pedro Vilar e sofre porque ele não quer saber de compromisso.
- núcleo do PROFESSOR ARISTÓBULO CAMARGO (Gabriel Braga Nunes), com seu discurso articulado e rebuscado, é o orador oficial dos eventos de Bole-Bole. Tímido e recatado, veste-se com ternos escuros e faz questão de ser exemplo de conduta irrepreensível. Não dorme há mais de dez anos e se transforma em lobisomem à meia-noite de quinta para sexta-feira. Aceita o estigma com naturalidade, embora esconda de todos esse fato:
a mãe EPONINA , a DONA PUPU (Aracy Balabanian), senhora risonha, divertida e meio avoada. Chama o filho de “Neném”, afinal, é o oitavo filho, o único homem, depois de sete meninas que não vingaram
o pai BELISÁRIO CAMARGO (Luiz Henrique Nogueira), no passado, foi esquartejado por malfeitores, que deixaram apenas a cabeça na soleira da porta de casa. A viúva recolheu o que restou do falecido e trata-o com todo carinho e naturalidade. A cabeça vive dentro de uma redoma de vidro. É simpático e interage com todos, embora não fale, já que, quando foi despescoçado, perdeu as cordas vocais.
- núcleo de RISOLETA (Débora Bloch), dona da pensão frequentada pelos homens, é rejeitada pelas mulheres de Bole-Bole, que sequer a cumprimentam. É inteligente, divertida, sensual e provocante. Apaixonada por Aristóbulo, seu maior desejo é vê-lo transformar-se em lobisomem. Esconde um segredo: é a mãe de Stela, que desconhece esse fato. Foi afastada da filha por imposição de Zico Rosado, cuja família nunca viu com bons olhos o envolvimento dela com o falecido filho dos Rosado:
o pensionista DR. ROCHINHA (André Frateschi), o único médico da cidade. Sofreu uma desilusão amorosa no passado e nunca mais se refez emocionalmente: foi abandonado por Laura e, até hoje, vive pelos cantos com a roupa amassada e barba por fazer. É saramandista, mas circula bem entre os bolebolenses
as meninas que trabalham na pensão: ROSALICE (Camila Lucciola), bonita e provocante, tem uma queda por João Gibão, mas não é correspondida. Vive se atirando para os homens e não ouve os conselhos de Risoleta para que seja um pouco mais discreta e recatada,
e DORA (Carolina Bezerra), bonita, delicada e tímida, sonha encontrar o grande amor de sua vida, casar-se e ter filhos. É apaixonada pelo Dr. Rochinha.
- demais moradores de Bole-Bole:
MAESTRO TOTÓ (Zéu Britto), saramandista ferrenho. Trabalha na barbearia e é regente da Lira Euterpiana. Divertido e bem-humorado, é viúvo e não tem filhos
MAESTRO CURSINO (André Abujamra), bolebolense, é resmungão e teimoso. Regente da Filarmônica Bolebolense, passa o dia às turras com seu rival, o Maestro Totó, com quem trabalha na barbearia. Casado e frequentador da pensão de Risoleta
FIFI (Georgiana Góes), mulher do Maestro Cursino. Tradicionalista, com medo do que é novo e desconhecido, vive sob a influência de Maria Aparadeira e de Dona Redonda
DELEGADO PETRONÍLIO (Theodoro Cochrane), prefere ficar em cima do muro quando o assunto é a briga entre saramandistas e bolebolenses. Íntegro, respeitador e sem vícios, fez voto de castidade. É tão boa gente que trata o único preso da delegacia como se fosse hóspede
PADRE ROMEU (Maurício Tizumba), procura se manter distante das desavenças políticas da cidade. Conhece o segredo de João Gibão e o apoia. Sempre freia as intenções das pessoas que querem usar a igreja para favorecer as causas políticas.
