
Ficha técnica
Sinopse de Sinhá Moça
A história completa da novela de 2006.
Monarquistas e republicanos se enfrentam em Araruna, pequena cidade do interior paulista, em 1886, dois anos antes da promulgação da Lei Áurea. É nesse cenário que se desenrola o amor de Sinhá Moça, filha do Barão de Araruna, ferrenho escravocrata, com o jovem Dr. Rodolfo, ativo abolicionista republicano, em meio às dificuldades da campanha pela abolição dos escravizados.
Sinhá Moça e Rodolfo se conhecem no trem, quando ela, depois de concluir os estudos na capital da província, volta para Araruna. Assim como Rodolfo, ela defende ideias abolicionistas e critica as atitudes do pai, lutando em favor dos negros. Para se aproximar da amada, o rapaz finge ser aliado do Barão a fim de ganhar sua confiança.
Há ainda a trajetória do mestiço alforriado Rafael e sua incansável luta para destruir o Barão, seu verdadeiro pai com uma negra da fazenda. Antes de ser vendido pelo Barão, Rafael fora amigo de Sinhá Moça, com quem partilhou a infância. Ele retorna a Araruna sedento de vingança, sob outro nome, Dimas, e se torna o braço direito do jornalista Augusto, um abolicionista convicto, despertando o amor de Juliana, neta dele.
- núcleo de SINHÁ MOÇA (Débora Falabella), jovem de temperamento doce, mas personalidade forte. Filha de um rico fazendeiro escravocrata, entra em conflito com o pai por defender veementemente a causa abolicionista:
os pais: CORONEL FERREIRA , o BARÃO DE ARARUNA (Osmar Prado), rico fazendeiro. Homem autoritário, intransigente e insensível no trato com os escravizados. Uma espécie de líder na região de Araruna, temido por todos. Mantem uma fortuna em ouro escondida na casa grande,
e CÂNDIDA (Patrícia Pillar), mulher bela, fina e recatada. Submissa, sofre com os desmandos do marido e com sua tempestuosa relação com a filha
os escravizados da casa: VIRGÍNIA , a BÁ (Zezé Motta), tivera seu filho recém-nascido tirado dos braços pelo Barão e transferiu seu amor maternal a Sinhá Moça, a quem amamentou e trata como uma filha. Ainda sonha em reencontrar o filho desaparecido,
BASTIÃO (Fabrício Boliveira), esperto, mas morre de medo do barão. Vive implicando com Bá. Na reta final, descobre ser o filho desaparecido dela,
e ADELAIDE (Lucy Ramos), dama-de-companhia de Sinhá Moça, protegida por ela. Bela mulata, apaixona-se por um branco
os escravizados da fazenda que sonham em fugir para o quilombo, os irmãos JUSTINO (Alexandre Morenno), revoltado, odeia os brancos. Apaixonado por Adelaide, não se conforma de ser preterido por um branco,
e FULGÊNCIO (Sérgio Menezes), um tipo dócil, ficou cego pelas mãos do Barão,
o feitor BRUNO (Humberto Martins), homem rude, pau-mandado do Barão, odiado pelos negros. É quem mantém os mantem disciplinados, debaixo de chicote
o CAPITÃO DO MATO (Maurício Gonçalves), temido perseguidor e caçador de escravizados fugitivos, apesar de ser negro. Vai trabalhar para o barão. Ao longo da trama, rebela-se e muda de lado, aliando-se a Justino e Fulgêncio.
- núcleo de RODOLFO (Danton Mello), jovem advogado, abolicionista. Rapaz de boa índole e pulso firme. Quando volta para Araruna, conhece Sinhá Moça durante a viagem e nasce entre eles um amor levado às últimas consequências. Entra em conflito com o Barão, que desaprova o namoro com sua filha. Ele é o IRMÃO DO QUILOMBO , figura mascarada e misteriosa que à noite, montado em um cavalo, abre as portas das senzalas das fazendas para que os escravizados fujam para o quilombo:
os pais: DR. FONTES (Reginaldo Faria), advogado, de princípios rígidos, prosperou honestamente. No início, trabalhava para o Barão, apesar de não concordar com suas atitudes em relação aos escravizados, já que é abolicionista. Ao apoiar os ideais do filho, rompe com ele
e INÊS (Lu Grimaldi), mulher bondosa e cordata, vive para a família
o irmão mais novo RICARDO (Bruno Gagliasso), diferente dele, é um tipo meio bronco e tímido. Amante da natureza e dos animais, preferiu ficar em Araruna a estudar na capital da província, como Rodolfo. Tem uma paixão platônica pela Baronesa Cândida
os empregados da casa: JUSTO (Gésio Amadeu), escravizado alforriado, sujeito simplório mas matreiro, questiona a liberdade. Ao longo da trama, descobre ser o pai do Capitão do Mato
RUTH (Edyr Duqui), também alforriada, cozinheira querida na casa, ajudou a criar Rodolfo e Ricardo
e BENTINHO (Alexandre Rodrigues), vivia na fazenda do Barão e não se conformava de ter nascido um dia antes da promulgação da Lei do Ventre Livre. Comprado pelo Dr. Fontes, ganhou a alforria e a confiança de Rodolfo.
- núcleo de RAFAEL (Eriberto Leão), filho do Barão de Araruna com a negra MARIA DAS DORES (Cris Vianna, participação). Cresceu com Sinhá Moça, por quem tem grande afeição. Odeia o Barão, por ele ter desprezado e vendido sua mãe, e promete vingança. Alforriado, mudou de nome, DIMAS , e voltou à cidade disposto a lutar pela causa abolicionista. Vai trabalhar como tipógrafo no jornal da cidade:
o jornalista AUGUSTO (Carlos Vereza), que publica o jornal de Araruna. Abolicionista, abraça a causa e os ideais de Dimas/Rafael e lhe dá emprego em seu jornal
a neta de Augusto, JULIANA (Vanessa Giácomo), bela e romântica, apaixona-se por Dimas/Rafael, mas, a princípio, ele reluta a esse amor.
- núcleo do FREI JOSÉ (Elias Gleizer), homem caridoso que faz de tudo para apaziguar os ânimos entre abolicionistas e escravocratas em Araruna:
o sacristão BOBÓ (Cláudio Galvan), falastrão e fofoqueiro, um papa-hóstias - literalmente. Também trabalha na taberna de Araruna.
- núcleo de ANA DO VÉU (Ísis Valverde), jovem que passou boa parte de sua vida escondida de todos atrás de um véu, por imposição da mãe carola, que fizera uma promessa. Por causa disso, é motivo de curiosidade, comentários e chacota na cidade. Prometida a Rodolfo, ele desfaz o compromisso assumido entre seus pais, já que ama Sinhá Moça. Ana envolve-se com o irmão dele, Ricardo, que vai consolá-la e acaba se apaixonando por ela, sem nunca ter visto seu rosto. Ana quebra o suspense e abandona o véu durante um baile, revelando o belo rosto. Passa a ser cortejada pelos rapazes solteiros de Araruna, especialmente por Ricardo, com sem acaba se casando. Mas o casamento fracassa:
os pais: MANOEL TEIXEIRA (Oscar Magrini), comerciante próspero, dono de uma taberna e mercearia e de algumas casas de aluguel,
e NINA (Gisele Fróes), religiosa, fez uma promessa a Santa Rita envolvendo o destino da filha. Temendo as represálias da santa, não permite que ela quebre a promessa - mostrar o rosto em público. Diante da pressão do marido e da filha, aceita que Ana tire o véu no baile
o engenheiro EDUARDO (Guilherme Berenguer), que vem a Araruna montar uma usina de beneficiamento tornando-se sócio de Manoel Teixeira no negócio. Apaixona-se por Ana.
- núcleo dos jovens abolicionistas de Araruna:
JOSÉ COUTINHO (Eduardo Pires), enfrenta o pai escravocrata ao apaixonar-se e casar-se com Adelaide, escravizada do Barão,
MÁRIO (Caio Blat), apaixona-se por Juliana e vai trabalhar no jornal de Augusto,
VILA (Bruno Udovic), RENATO (Bruno Costa) e PEDRO (Joaquim de Castro).
- núcleo dos fazendeiros. Apoiam o Barão de Araruna, ou não, de acordo com seus interesses econômicos:
MARTINHO (Edwin Luisi), vai à bancarrota quando o Irmão do Quilombo solta os seus escravizados, que fogem para o quilombo
COUTINHO (Othon Bastos), pai de José, repudia o filho após o casamento dele com Adelaide, a quem não aceita por ser uma escravizada. O nascimento do neto o faz amolecer o coração e passa a aceitar o casamento do filho
EVERALDO (Chico Anysio), pai de Mário, não gosta de ver o filho metido com o movimento abolicionista e o repreende por trabalhar no jornal de Augusto,
VIRIATO (John Herbert), TIBÚRCIO (Fernando Petelinkar) e NOGUEIRA (Rogério Falabella).
- demais personagens:
o DELEGADO ANTERO (Jackson Antunes), prepotente com os fracos, subserviente diante dos poderosos, defende seu cargo a todo custo. Ao longo da trama, revela-se abolicionista enfrentando o Barão
a escravizada BALBINA (Rosamarya Colin), antiga paixão de Justo que estava desaparecida. Caduca, vive em um mundo de fantasia. Na reta final, descobre-se que os dois são os pais do Capitão do Mato
o escravizado PAI JOSÉ (Milton Gonçalves, participação), da fazenda do Barão, morreu no tronco. Descendente de um rei africano, era pai da maioria dos negros da fazenda.

