Dilma Rousseff é uma economista e política brasileira que foi a 36ª presidente do Brasil, exercendo dois mandatos entre 2011 e 2016 — a primeira mulher a ocupar o cargo. Figura central do Partido dos Trabalhadores (PT), teve papel de destaque nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e, desde 2023, preside o Novo Banco de Desenvolvimento.
Formação e militância
Filha de pai búlgaro e mãe brasileira, Rousseff iniciou-se na militância política durante a ditadura militar (1964–1985). Participou de grupos de resistência armada, foi presa em 1970 e permaneceu quase três anos na prisão, onde sofreu tortura. Após libertada, graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e iniciou carreira no serviço público estadual.
Ascensão política
Atuou como secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e, em 2003, foi nomeada ministra de Minas e Energia do governo Lula. Em 2005 tornou-se chefe da Casa Civil, função estratégica no Palácio do Planalto. Ganhou notoriedade por seu perfil técnico e disciplinado, o que levou à sua escolha como candidata à sucessão de Lula em 2010.
Presidência e impeachment
Durante seu governo, priorizou o crescimento com inclusão social, a erradicação da miséria e a manutenção da estabilidade econômica. Sua gestão enfrentou queda de crescimento, grandes protestos em 2013 e escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras, embora ela própria não tenha sido acusada de corrupção. Em 2016 foi afastada e destituída pelo Senado sob alegação de manobras fiscais, processo que ela denunciou como golpe parlamentar.
Atuação recente
Após o impeachment, Rousseff manteve-se ativa em debates sobre democracia e desenvolvimento. Desde março de 2023, preside o Novo Banco de Desenvolvimento (BRICS), tendo sido reeleita em 2025 para continuar à frente da instituição, voltada a financiar projetos sustentáveis em países emergentes.
