Presidente do Brasil · Ditadura Militar

Ernesto Geisel

1974–1979

Iniciou a abertura "lenta, gradual e segura" rumo à redemocratização.

Ernesto Geisel (1907–1996) foi um general e político brasileiro, presidente da República de 1974 a 1979 durante a Ditadura Militar no Brasil. Seu governo marcou o início da abertura política que conduziria à redemocratização do país. Também promoveu reformas econômicas e uma política externa mais independente.

Formação e carreira militar

Filho de imigrantes alemães luteranos, Geisel formou-se no Colégio Militar de Porto Alegre e na Escola Militar do Realengo. Ingressou no Exército em 1927, destacando-se como oficial disciplinado e técnico. Participou da Revolução de 1930 e ocupou cargos administrativos sob Getúlio Vargas. Durante o golpe de 1964, foi chefe do gabinete militar de Humberto de Alencar Castelo Branco e, em seguida, presidente da Petrobras, modernizando a estatal.

Governo (1974–1979)

Assumindo após Emílio Garrastazu Médici, Geisel lançou a política de “distensão lenta, gradual e segura”, buscando controlar a transição para o regime civil. Enfrentou a crise do petróleo de 1973, implantou o II Plano Nacional de Desenvolvimento e o Proálcool. Sua gestão marcou o fim do “milagre econômico” e o aumento da dívida externa. No campo político, revogou o Ato Institucional nº 5 em 1978 e afastou o ministro do Exército, general Sílvio Frota, consolidando a ala moderada do regime.

Política externa e legado

Geisel adotou a diplomacia do “pragmatismo responsável”, reconhecendo a República Popular da China e países africanos recém-independentes, além de assinar acordo nuclear com a Alemanha Ocidental. Embora mantivesse o autoritarismo militar, iniciou o processo que resultaria na redemocratização em 1985. Após deixar o poder, retirou-se da vida pública e faleceu de câncer em 1996.

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