Fernando Affonso Collor de Mello (nascido em 12 de agosto de 1949, no Rio de Janeiro) é um político brasileiro que foi presidente do Brasil de 1990 a 1992. Primeiro chefe de Estado eleito por voto direto após a ditadura militar, seu governo marcou a abertura econômica do país e terminou com seu impeachment por corrupção.
Ascensão política
Filho do político alagoano Arnon de Mello, Collor iniciou a carreira como prefeito nomeado de Maceió em 1979, foi deputado federal (1983-1987) e governador de Alagoas (1987-1989). Em 1989, venceu Luiz Inácio Lula da Silva nas primeiras eleições presidenciais diretas desde 1960, com discurso modernizador e a imagem de “caçador de marajás”.
Governo e políticas econômicas
Assumiu o cargo aos 40 anos, o mais jovem presidente da República. Seu mandato começou com o Plano Collor, elaborado pela ministra Zélia Cardoso de Mello, que bloqueou poupanças e buscou conter a hiperinflação. O governo promoveu privatizações e abertura às importações, mas o impacto social e o fracasso econômico minaram sua popularidade.
Escândalo e impeachment
Em 1992, denúncias de seu irmão, Pedro Collor, revelaram um esquema de corrupção envolvendo o empresário PC Farias, tesoureiro de sua campanha. Manifestações populares — os “caras-pintadas” — pressionaram o Congresso, que aprovou o impeachment. Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992, pouco antes de ser condenado pelo Senado, perdendo os direitos políticos por oito anos.
Vida posterior
Absolvido de acusações criminais em 1994 e 2014, Collor retomou a carreira política, sendo eleito senador por Alagoas em 2006 e reeleito em 2014. Sua trajetória simboliza a transição da redemocratização brasileira e o primeiro grande teste das instituições republicanas após 1988.
