Fernando Henrique Cardoso é um sociólogo, professor universitário e político brasileiro que presidiu o Brasil entre 1995 e 2003. Figura central da redemocratização e da estabilização econômica do país, destacou-se pela implantação do Plano Real e pelas reformas estruturais que modernizaram o Estado brasileiro.
Trajetória acadêmica e política
Cardoso formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, onde foi discípulo de Florestan Fernandes e tornou-se referência em sociologia do desenvolvimento. Exilado durante a ditadura militar (1964–1968), lecionou no Chile, França e EUA, publicando Dependência e desenvolvimento na América Latina, obra fundamental para o pensamento social latino-americano.
Com o retorno da democracia, foi eleito senador por São Paulo (1982) e ocupou os ministérios das Relações Exteriores (1992–1993) e da Fazenda (1993–1994), período em que liderou a criação do Plano Real, que estabilizou a moeda e abriu caminho para sua eleição presidencial.
Governo e legado
Em dois mandatos, promoveu reformas administrativas, previdenciárias e de mercado, ampliou as privatizações e fortaleceu o papel regulador do Estado. Sancionou a Lei de Responsabilidade Fiscal (2000) e impulsionou programas sociais como o Bolsa-Escola, PETI e Saúde da Família, que serviriam de base para políticas posteriores. Apesar dos avanços na estabilidade macroeconômica e expansão do acesso à educação, enfrentou críticas por desemprego elevado e concentração de renda.
Pós-presidência
Após deixar o cargo, fundou a Fundação FHC, dedicada ao debate democrático, e manteve atuação internacional em organizações como a Global Commission on Drug Policy e o Clube de Madri. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2013, é reconhecido como um dos principais intelectuais públicos da América Latina.
