João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918–1999) foi um general e político brasileiro, último presidente do país durante a Ditadura Militar no Brasil. Seu governo (1979–1985) marcou a transição controlada para a democracia, a promulgação da Lei da Anistia e a crise final do regime autoritário.
Carreira militar e ascensão política
Filho do general Euclides de Oliveira Figueiredo, João formou-se na Escola Militar do Realengo e especializou-se em cavalaria. Participou do Golpe de 1964 no Brasil que depôs João Goulart e foi chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) durante o governo Ernesto Geisel. Indicado por Geisel, venceu a eleição indireta de 1978 pelo Colégio Eleitoral e assumiu a Presidência em março de 1979.
Governo e políticas
Figueiredo manteve o projeto de “abertura lenta, gradual e segura”. Sancionou a Lei da Anistia, extinguiu o bipartidarismo e permitiu a criação de novos partidos, como o Partido dos Trabalhadores e o Partido Democrático Trabalhista. Apesar das reformas políticas, seu governo enfrentou grave crise econômica — inflação acima de 200%, aumento da dívida externa e greves trabalhistas — além do impacto político do Atentado do Riocentro.
Transição democrática e legado
Durante seu mandato, o movimento Diretas Já mobilizou milhões pela volta das eleições diretas, embora a emenda constitucional tenha sido rejeitada. A derrota dos militares na eleição indireta de 1985 selou o fim da ditadura. Figueiredo retirou-se da vida pública e viveu discretamente até sua morte. É lembrado como figura ambígua: autoritário nas palavras, mas responsável pela derradeira etapa da abertura que restaurou a democracia no Brasil.
