Michel Temer (nascido Michel Miguel Elias Temer Lulia, 23 de setembro de 1940) é um advogado, professor e político brasileiro de ascendência libanesa. Foi presidente do Brasil entre 2016 e 2019, após o impeachment de Dilma Rousseff, e é filiado ao Movimento Democrático Brasileiro. Sua gestão foi marcada por políticas de austeridade e por denúncias de corrupção.
Formação e início de carreira
Filho de imigrantes libaneses maronitas, Temer graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo e doutorou-se pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Lecionou Direito Constitucional e foi autor de livros de referência na área. Iniciou sua trajetória pública como procurador do Estado de São Paulo e secretário da Segurança Pública, onde criou a primeira Delegacia da Mulher, em 1985.
Ascensão política
Ingressou no PMDB em 1981 e foi deputado federal por seis mandatos consecutivos, participando da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988. Presidiu a Câmara dos Deputados por três vezes e foi considerado um hábil articulador político, alcançando a presidência nacional do partido em 2001.
Presidência da República (2016–2019)
Assumiu a presidência em 31 de agosto de 2016, com o afastamento de Dilma Rousseff. Implementou reformas econômicas e trabalhistas, o teto de gastos públicos e buscou restaurar a confiança de investidores durante uma grave recessão. Seu governo enfrentou baixa aprovação popular e acusações de corrupção, das quais se defendeu, mantendo-se no cargo até 1º de janeiro de 2019, quando transmitiu a faixa a Jair Bolsonaro.
Legado e imagem pública
Temer é lembrado como um político pragmático, de perfil técnico e reservadamente conservador, cuja administração priorizou estabilidade fiscal, mas foi marcada por impopularidade e crises de legitimidade. Após deixar o cargo, manteve atuação discreta na política e na área jurídica.
